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Um átomo que se transforma em outro!

Podemos perceber que um núcleo sofre grandes mudanças após decair, o que vale dizer que o núcleo, após emitir partículas, não é o mesmo de antes.

Imagine dois núcleos de amerício.

Adaptação arte


Agora, imagine que naturalmente um sofreu um decaimento alfa (ou seja, emitiu uma partícula alfa):

Adaptação arte


O amerício que sofreu o decaimento (ou seja, perdeu 2 prótons e 2 nêutrons) já não é mais um amerício, pois o que define um átomo como amerício é seu número de prótons e nêutrons; agora ele é um netúnio.

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Poder de penetração



A radiação alfa não penetra muito além da superfície da pele humana e pode ser bloqueada por uma folha de papel.

A radiação beta é mais penetrante do que a radiação alfa. Pode penetrar de 1 a 2 cm na água ou nos tecidos humanos. Para contê-la, basta uma lâmina de alumínio de poucos milímetros de espessura.

A radiação gama é uma onda eletromagnética da mesma natureza que a luz ou os raios X, mas transporta muito mais energia. Ela é muito penetrante, podendo atravessar o corpo humano. É preciso uma camada de concreto de 1 m de espessura para absorvê-la.


Radioatividade artificial

Quando o núcleo de um átomo é bombardeado por uma partícula atômica, ele se transforma em outro que pode ser estável ou radioativo. Nesse segundo caso, ele se desintegra e continua emitindo partículas, como faria um elemento radioativo natural. A radioatividade artificial foi descoberta pelo casal Frédéric Joliot-Curie e Irène Joliot-Curie (Irène é filha de Marie Curie). Ao bombardear boro e alumínio com partículas alfa, eles observaram que o material continuava emitindo radiações mesmo após a retirada do corpo emissor das partículas alfa. Depois dessa descoberta, muitos elementos radiativos foram obtidos artificialmente.


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