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Mir - A engenharia da queda

A engenharia da queda
 
A estratégia foi fazer a Mir se desintegrar contra a atmosfera terrestre e espalhar seus fragmentos por uma região desabitada ao Sul do Pacífico.

A estação espacial Mir orbitou a Terra a uma altitude média de 300 km e a uma velocidade de 27.360 km/h (ou 7,6 km/s = 7.600 m/s). Nas três primeiras semanas de março, os técnicos do Centro de Controle de Voos Espaciais, a Agência Espacial Russa, conduziram a Mir, por meio de instrumentos, até cerca de 257 km de altura, próximo da chamada órbita crítica, entre 220 e 250 km da superfície da Terra.

A estação orbital Mir

Quando a estação espacial chegou à órbita crítica, foram acionados os propulsores do foguete Progress, uma nave de cargas que foi acoplada à estação. Os foguetes foram acionados por três vezes consecutivas. Os efeitos foram a frenagem da Mir e a redução de sua velocidade orbital. Com isso, a força da gravidade fez a estação penetrar na atmosfera.

Na internet: Como é a Mir?

Animação mostra a Mir módulo por módulo. Links levam a páginas com explicação sobre cada módulo. Para esses textos, é preciso recorrer ao nível básico do idioma inglês.

O contato com as camadas superiores da atmosfera provocou o atrito e fez com que a estação espacial se desintegrasse, atingindo até 3 mil graus Celsius. Os restos da Mir caíram sobre uma área desabitada do Pacífico Sul, entre a Nova Zelândia e o Chile. Entre o acionamento dos propulsores do Progress e a desintegração final passaram-se apenas 12 minutos.
 


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