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O que manteve a estação no espaço e o que a fez cair

A Lei da Gravitação de Newton é a chave para entender o que aconteceu com a estação espacial russa.

O que aconteceu com a estação ao entrar na atmosfera

A Mir navegava a uma velocidade constante de 27.360 km/h (ou 7,6 km/s = 7.600 m/s) e manteve-se em órbita da Terra devido à força gravitacional entre a estação e o planeta. A força da gravidade proporcionava mudanças constantes na direção da trajetória da Mir, mantendo-a ao redor da Terra e impedindo que ela escapasse pela tangente. Sem a força da gravidade, a Mir, por inércia, seria lançada ao espaço em um movimento retilíneo uniforme e, em tese, poderia navegar infinitamente. É o mesmo que acontece com a Lua, que se mantém em torno da Terra sem colidir ou escapar da órbita do planeta.
 

Essa relação é explicada pela Lei da Gravitação Universal de Newton:

F = G · M · m/r2, em que F também é igual a m·g
m = massa da Mir = 140 toneladas = 140.000 kg
M = massa da Terra = 5,98·1024
G = constante gravitacional = 6,67· 10-11 N · m2/kg2
r = raio da órbita crítica = 220 km = 220.000 m

 
A reentrada da Mir foi provocada por uma alteração nessa relação. A nave Progress acoplada à estação produziu sua desaceleração. O ângulo do mergulho da estação foi dado pela resultante entre a força da gravidade e a força de desaceleração da Mir. Segundo os técnicos russos, a Mir entrou na atmosfera terrestre 30 minutos depois de a Progress acionar seus motores.
 
Para se calcular a resultante, usa-se o teorema de Pitágoras: a2 = b2 + c2

b = velocidade desacelarada da Mir = (VMir – VProgress)/t, em que t = 30min = 1.800s
c = aceleração da gravidade local = 9,2 m/s2
 


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