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Os riscos da volta da Estação

Riscos da queda

O tempo de queda da Mir foi de 12 minutos desde sua desaceleração, em lugar dos 45 previstos. O atrito e o contato com a atmosfera reduziram as 140 toneladas da estação a 40 toneladas, espalhadas em vários fragmentos. A área reservada para a queda foi um espaço desabitado ao Sul do Pacífico, entre o Chile e a Nova Zelândia. Os russos afirmaram que tudo estaria sob controle: o risco de que algum pedaço caísse na Austrália, por exemplo, era de 1 em 5 mil, segundo técnicos da Agência Aeroespacial Russa. No entanto, os países da Oceania, da Costa Oeste da América do Sul e do Japão temiam acidentes.

• O Chile suspendeu os voos no dia da queda.
• A Nova Zelândia recomendou que aviões e embarcações evitassem a área.
• O Japão sugeriu à população de Okinawa, ilha sob a rota da Mir, para que não saísse de casa na data.
• A Austrália monitorou permanentemente o processo e instruiu a população para procedimentos de emergência.
 
 
Acidente anterior

Os países tinham razões para temer acidentes. A estação orbital russa anterior, a Salyut 7, que também deveria cair no Pacífico, em 1986, caiu em pleno território argentino, felizmente em região desabitada. As condições de controle da nave, no entanto, eram piores, já que a Salyut contava apenas com os próprios meios para reentrar na atmosfera. O fato de a Mir ter sido desacelerada por um agente externo, o foguete Progress, ofereceu maiores condições de monitorar sua queda.
 
 
Superfungos

Em 1988, cientistas descobriram que a Mir mantinha alguns passageiros clandestinos: algumas espécies de fungo que provavelmente foram levadas ao espaço desde a entrada da estação em órbita e que devem ter se combinado com novas espécies que lá chegaram com as sucessivas viagens Terra-Mir. Eles estariam alojados atrás de painéis de controle e nos dutos de aparelhos de ar condicionado. Em 1995, os cientistas avaliaram que a Mir poderia produzir até 250 formas agressivas de fungos. Eles atacam metais, plásticos e vidros e, misturados com os fungos terrestres, podem liberar toxinas e produzir substâncias corrosivas, como o ácido acético.


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