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Excesso de acidez

O suco gástrico liberado no estômago apresenta enzimas, que são responsáveis pela transformação dos compostos presentes nos alimentos em substâncias essenciais para a manutenção do organismo, e ácido clorídrico (HCl), que abaixa o pH do meio para que essas enzimas funcionem. No entanto, quando a mucosa do estômago passa a produzir esse ácido em excesso, o resultado pode ser ruim para a saúde.

O estômago só aguenta a acidez porque é revestido pela mucosa gástrica, um tecido formado por células resistentes à ação do ácido clorídrico. Quando a renovação da mucosa é mais lenta do que o efeito de degeneração causado pelo excesso de ácido, acontece uma irritação da parede do estômago que pode causar gastrite, ou seja, inflamação da mucosa gástrica, e até ulceras, que são feridas nessa mucosa.

Para acabar com a incômoda fornalha produzida pela acidez, o jeito mais rápido é recorrer aos antiácidos vendidos nas farmácias. Esses medicamentos são constituídos principalmente por bases – substâncias químicas capazes de neutralizar a ação excessiva do ácido clorídrico.

Você sabia?
Aquela sensação de queimação no estômago é consequência do desequilíbrio extremo entre ácido e base. A força do ácido se deve à sua tendência a ceder prótons e a força da base, à tendência de captá-los.
 
Efeitos imediatos

Quando há excesso de ácido clorídrico no estômago, os resultados imediatos para o organismo são sensação de ardor e queimação e problemas na absorção dos nutrientes presentes nos alimentos. O aumento de acidez pode ser causado pela ingestão de alimentos ácidos e/ou outras substâncias que induzem a mucosa gástrica a produzir mais ácido clorídrico. É o caso dos refrigerantes, que causam esse efeito porque são extremamente ácidos, devido à presença de gás carbônico (CO2) que, em contato com a água, forma ácido carbônico (H2CO3). Mas o aumento da acidez gástrica também ocorre por fatores como maus hábitos alimentares, longos períodos de jejum e alimentação pouco balanceada.


Usina química

O aparelho digestório é como uma usina química, que tem a função de transformar os alimentos em substâncias essenciais para o organismo. O papel do ácido clorídrico é fornecer o meio ácido para as enzimas quebrarem as moléculas existentes nos grupos de matérias-primas essenciais da comida: açúcares, gorduras e proteínas.

Em relação às proteínas, a função das enzimas é quebrar suas moléculas para obter os aminoácidos. O processamento das proteínas, presentes em carnes, leite e seus derivados, acontece em duas etapas. A primeira no estômago e a segunda no duodeno e no intestino delgado.

Quando o meio estomacal não está em condições normais de acidez, as enzimas denominadas proteases não conseguem transformar as proteínas dos alimentos em peptídeos, cadeia curta de aminoácidos.

 
Você sabia?
Num indivíduo normal, as proteases do estômago degradam as proteínas de um hambúrguer de 100 gramas em cerca de 40 minutos.
 
 


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