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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Primeiros Empréstimos

Moeda produzida durante o domínio holandês no Nordeste.
O endividamento brasileiro começou há muito tempo. Os primeiros empréstimos, negociados com os holandeses durante o Período Colonial, financiaram a produção de açúcar e ajudaram os proprietários de engenho a montar e aparelhar suas empresas. Nesse período, os colonizadores portugueses garantiam, através do Pacto Colonial, o monopólio comercial sobre o Brasil. Além disso, proibiram e dificultaram o desenvolvimento de quaisquer atividades produtivas na colônia, mantendo-a agrária e dependente da metrópole. Essa proibição só foi suspensa quando a Família Real se transferiu para a Colônia, em 1808, e abriu os portos às nações amigas de Portugal. Tal abertura ocasionou o fim do Pacto Colonial, pois impossibilitado de intermediar as transações entre outras nações e o Brasil, Portugal abriu mão de sua exclusividade e permitiu o comércio direto. Com isso, atendeu às necessidades do rei e de sua Corte recém chegados à colônia. A Inglaterra, que garantiu essa transferência com segurança, ajudou mais tarde nas negociações de Independência do Brasil, emprestando ao jovem país 2 milhões de libras esterlinas para compensar Portugal. Tinha início a história da dívida externa do Brasil.

Independência e o crescimento da dívida
Entre a independência e a República, num período de 67 anos, o Brasil fez 17 empréstimos. Os dois primeiros, em 1823 e 1824 tinham a finalidade de custear a organização do novo Estado, a formação da burocracia e o financiamento de tropas militares.
Os demais, devido a fragilidade econômica e os altos custos governamentais, acabaram sendo utilizados para honrar juros e amortizações, restando pouco para os cofres públicos. Além disso, durante os períodos de conflitos por independência na América, os empréstimos foram tornando-se mais onerosos, uma vez que eram considerados de alto risco, mediante a instabilidade da região.

Multiplicação das Moedas
A República já começou preocupada com as dívidas. Os ministros republicanos sugeriram planos para controlá-las e, ao mesmo tempo, promover o desenvolvimento. Rui Barbosa, o primeiro ministro da Fazenda do novo regime, pautado no papelismo, apostou em uma maior emissão de moeda como solução para a crise econômica. Essa política ficou conhecida como Encilhamento. O resultado foi uma alta da inflação e o crescimento da dívida externa.

O presidente Prudente de Morais deu início à renegociação de dívidas brasileiras e Campos Sales a concluiu. Para conter a inflação, comprometeram-se junto aos credores em reduzir os gastos públicos, diminuir os subsídios aos produtores e a fazer rolagem da dívida externa. As reações internas a essa política foram fortíssimas, principalmente por parte dos grandes fazendeiros, que se beneficiavam da moeda desvalorizada.



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