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A economia colonial

A exploração do potencial econômico da Colônia atendia à necessidade do mercado internacional. Por essa razão, o Brasil teve ciclos econômicos distintos, que esgotavam a fonte de riqueza explorada. A população local, a natureza e a estrutura urbana envolvidas não preocupavam a metrópole. Apoiando-se no chamado comércio triangular, Portugal recebia matérias-primas do Brasil e abastecia a Colônia com manufaturas e escravos negros, que trazia de suas possessões na África.
 
De ouro, o cruzado de D. João III foi uma das principais moedas a circular na Colônia
O destino das riquezas tiradas do Brasil

Reaplicar os lucros portugueses na própria Colônia era algo que não passava pela cabeça dos administradores reais. Mas as imensas riquezas extraídas do Brasil também não serviram para equilibrar a economia de Portugal. O destino dado ao ouro extraído de Minas Gerais é um indicador claro disso. No mesmo período da mineração, Portugal firmou com a Inglaterra o Tratado de Methuen (1703), liberando de impostos a aquisição de tecidos ingleses (inclusive para revenda no mercado colonial). Em contrapartida, recebia o mesmo benefício para seus vinhos.
 

É claro que a balança pesou do lado da Inglaterra e foi com o ouro do Brasil que Portugal pagou as volumosas dívidas que contraiu com a importação de tecidos.
 
 
No século XVII, o Brasil defende o fim do monopólio comercial
 
Enquanto as principais nações do mundo realizavam transações comerciais em ritmo cada vez maior, como resultado do desenvolvimento do capitalismo industrial, o pacto colonial entre Brasil e Portugal impedia que a Colônia negociasse a compra e a venda de produtos com qualquer outro país que não fosse a metrópole.

Os representantes da classe dominante, principalmente os da aristocracia agrária, passaram a defender o fim do monopólio comercial, pois queriam ver a expansão de seus lucros. Ao mesmo tempo, chegavam ao Brasil as notícias da Independência dos Estados Unidos (1776) e os ideais iluministas, que defendiam o fim das monarquias absolutistas e das colônias. Tudo isso favoreceu o surgimento de movimentos emancipacionistas.

Se, em Minas Gerais, foi a elite econômica que se rebelou, na Bahia foram as classes populares. Já em Pernambuco, os rebeldes conseguiram independência por dois meses. Todos esses movimentos enfraqueceram o regime colonial e favoreceram a Proclamação da Independência, em 1822.


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