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A ampliação do mercado colonial

Vista do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro: presente do príncipe D. João aos brasileiros

A transferência da Corte portuguesa para o Brasil e a abertura dos portos, em 1808, ajudaram a afrouxar as amarras das atividades comerciais no Brasil. A chegada dos nobres portugueses estimulou a criação de uma vida mais sofisticada na Colônia. Além disso, houve um estímulo à cultura, com a fundação de teatros, escolas de música e do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O período de D. João criou na capital um ritmo de vida que procurava copiar as metrópoles europeias.
 
A abertura dos portos

A mudança da família real portuguesa para o Brasil serviu para aumentar a influência da Inglaterra na economia da Colônia. Com o Bloqueio Continental, Portugal foi obrigado a escolher entre apoiar os britânicos ou os franceses. Ao aceitar a proteção inglesa, D. João facilitou ainda mais o acesso daquele país ao mercado brasileiro
 
Em 28 de janeiro de 1808, D. João decretou a Abertura dos Portos às Nações Amigas, suspendendo o monopólio português após 300 anos de dominação.
 
Influência dos ingleses

A abertura dos portos foi festejada pelos exportadores ingleses, únicos a possuírem, naquele momento, a condição de amigos de Portugal. Ansiosa para encontrar consumidores para as suas manufaturas, a Inglaterra garantiu, por meio dos acordos com o príncipe regente, um mercado consumidor certo. Durante sua permanência no Brasil, D. João selou dois tratados com a Inglaterra, ambos em 1810:
 
  • O Tratado de Aliança e Amizade.
  • O Tratado de Comércio e Navegação.
 
Tarifas alfandegárias

As tarifas alfandegárias fixadas no Tratado de Comércio e Navegação eram reveladoras das vantagens concedidas aos ingleses por Portugal.
 
Enquanto as mercadorias inglesas pagavam 15% de impostos, as mercadorias portuguesas pagavam 16%. Os demais países tinham de pagar 24% de impostos sobre as mercadorias vendidas.


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