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O preço da Independência

A Inglaterra também desempenhou um papel central nas negociações do reconhecimento da Independência do Brasil por Portugal, em 1825. Interessada em manter sua influência econômica sobre o Brasil, ela jogou o seu peso político nas discussões, com o objetivo de convencer a Coroa portuguesa de que a Independência do Brasil era inevitável. Nesse contexto, era mais conveniente mantê-lo sob o governo de um herdeiro português da dinastia de Bragança, com regime monárquico e modelo imperial.

A compensação financeira também pesou na decisão dos portugueses: 2 milhões de libras esterlinas, quantia tentadora para o endividado Portugal. Grande parte desse dinheiro, porém, tinha destino certo — pagar os credores ingleses da Coroa lusitana.
 
 
A Inglaterra foi duas vezes ganhadora

Mas a nova nação que surgia não tinha recursos para pagar as contas dos acertos diplomáticos. A saída foi recorrer à mesma Inglaterra, que providenciou o primeiro empréstimo externo feito pelo Brasil independente.
 
O modelo agrário-exportador

A Independência do Brasil não provocou de imediato transformações significativas na economia brasileira. Os latifúndios, a monocultura e o trabalho escravo permaneceram inalterados por muitos anos. Somente nas décadas de 1870 e 1880 surgiram novidades na estrutura agrícola, com a paulatina substituição da mão de obra escrava pelo trabalhador livre. Manteve-se, porém, o modelo exportador, voltado para o mercado internacional. As elites rurais continuaram dominando a economia e a política da nova nação.
 
A indústria durante o Império

A iniciativa industrial foi pouco expressiva durante o Império. A produção local era desestimulada devido aos preços baixos dos produtos similares ingleses e ao fato de muitos brasileiros defenderem a vocação agrícola do Brasil.


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