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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Mudanças e permanências

A sobrevivência do sistema colonial

Estação da Luz (final do século XIX)


Após a Independência, em 1822, o latifúndio monocultor manteve-se e até se fortaleceu em outras regiões do país, junto com a família patriarcal e a escravidão. A maior parte da população continuou sendo mantida a distância da estrutura política do país.

As famílias proprietárias ocuparam as instituições públicas, tentando preservar a todo custo o apadrinhamento e as relações de parentesco que as mantinham no poder.
 
O café dá novos rumos ao Estado de São Paulo
 
O grande salto econômico de São Paulo se deu em meados do século XIX. A partir de 1850, a cultura do café se expandiu para o Oeste Paulista, enriqueceu seus produtores e criou as bases da elite política e econômica que marcaria o Brasil até 1930. Os lucros do café foram aplicados na industrialização, ampliando as possibilidades de investimentos em São Paulo. A massa de trabalhadores passou a crescer em ritmo acelerado e de forma heterogênea: formou-se com imigrantes europeus, ex-escravos e brasileiros de outras regiões do país.

O clientelismo político

A herança colonial retardou a modernização do Brasil e a adoção do trabalho livre. A industrialização, por exemplo, só se efetivou no início do século XX, nas regiões Sul e Sudeste principalmente. Durante a República Velha (1889 a 1930), predominou o sistema de voto de cabresto —­ forma que os políticos latifundiários encontraram para se manter no poder usando o clientelismo, como na época colonial.




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