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O Convênio de Taubaté

Os cafeicultores passaram a pressionar o governo federal a tomar medidas para proteger a produção de café das oscilações do mercado internacional. Em 1906, representantes de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro selaram um acordo, que foi denominado Convênio de Taubaté.

Por meio desse acordo, os governos estaduais se comprometeram a comprar as safras de café com preços “convenientes” à cafeicultura. Os bancos estrangeiros, principalmente os tradicionais bancos ingleses e agora também os norte-americanos, financiariam os governos estaduais, com o aval da federação, e teriam o controle da comercialização do café.

Além disso, os cafeicultores exigiam que o governo criasse um mecanismo de estabilização econômica, impedindo a valorização da moeda brasileira.
 
Mas o que fazer com o café comprado pelo Estado?

Os excedentes da produção de café ficavam guardados nos armazéns dos três Estados, aguardando um momento oportuno para serem disponibilizados no mercado. Mas, em pouco tempo, esses estoques assumiram proporções alarmantes. Getúlio Vargas, em meio ao período de recessão ocasionado pela quebra da bolsa de Nova York, para assegurar a manutenção dos preços do produto nos mercados compradores no exterior, determinou que o café estocado fosse queimado.



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