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Rumo ao desconhecido

Kostyantyn Ivanyshen/Shutterstock
Caravelas ao Mar!
    
Sabemos que Portugal foi um dos pioneiros a se lançar aos mares desconhecidos, isso ainda na Idade Média. Mas o que teria levado os portugueses a enfrentar perigos e o medo do desconhecido? Para compreendermos esse momento que marca o início das grandes navegações, precisamos analisar o contexto histórico em que o mesmo ocorreu.


Contexto histórico das navegações

De acordo com muitos estudiosos, as navegações surgiram no contexto da crise do feudalismo, momento em que as relações feudais estavam se esgotado, permitindo a reorganização do comércio e dos centros urbanos. Esse momento favoreceu o surgimento de uma nova classe social, denominada burguesia, que primeiramente era uma designação a todos os moradores que habitavam os burgos (cidades).


Crise no campo

No campo, que ocupou lugar de destaque durante toda a Idade Média, os conflitos passaram a se intensificar. Camponeses, cansados da superexploração por parte de nobres, senhores feudais e do clero passaram a questionar a estrutura feudal e a ansiar por novas condições de vida. Muitos fugiram para as cidades tentando buscar uma nova profissão. Essa fuga em massa levou a uma crise de produção no campo, gerando a fome e a miséria em diversas partes da Europa. Com a falta de alimentos a população ficou suscetível a várias epidemias, como a Peste Negra, que assolou cerca de um terço da população europeia.



Reorganização do comércio e das cidades

O enfraquecimento da estrutura feudal e, consequentemente, dos senhores feudais ocasionou a centralização de poder na figura dos monarcas, no qual o Estado absolutista, representado pela figuras dos reis, passava a gerenciar o comércio através da cobrança de altos impostos.

Nesse momento a burguesia começa a se diferenciar, passando a ser designado burguês aquele que possuía o controle sobre os meios de produção, além de banqueiros e outros profissionais. Essa nova classe passa a buscar apoio e investimentos para crescer e ocupar espaço na sociedade europeia. Pretendiam lançar-se ao mar para articular e dominar o comércio de especiarias vindos da Ásia, principalmente da Índia, além de explorar outros produtos e também recursos minerais e matérias-primas para aquecer o comércio europeu e enriquecer os grupos que estavam envolvidos nesse processo.


Portugal – “Por mares nunca dantes navegados”

Um dos primeiros a se lançar nos mares foi Portugal, que investiu em recursos e técnicas de navegações, novas embarcações, desenvolvimento de bússolas, astrolábios, investiu em uma escola de formação, na produção de mapas (cartografia), estudos de astronomia, entre outros, além de contar com uma posição geográfica vantajosa para sua saída rumo aos mares desconhecidos. Nesse sentido, Portugal se colocou à frente dos demais reinos. 

Saiba mais

O título desse item se refere à obra “Os Lusíadas”, de Luis de Camões, um texto épico que narra a viagem de Vasco da Gama e dos portugueses pelos mares desconhecidos.






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