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Primeiros engenhos: dificuldades

Capa da folha de rosto do Álbum de Pernambuco e seus Arrabaldes, publicado pela casa litográfica de F.H. Carls, em Pernambuco, 1878
O cultivo da cana começou na região litorânea, com a derrubada de vastas porções de matas nativas e a construção de engenhos. Essa cultura foi implantada em todas as capitanias – de São Vicente a Paraíba. Mas os ataques de índios, as grandes distâncias e a falta de recursos levaram ao fracasso a maioria dessas tentativas.


Por volta de 1550, a produção de açúcar estava restrita à região de São Vicente, no litoral do atual Estado de São Paulo, e a Pernambuco.








O Nordeste começa a prosperar


Na segunda metade do século XVI já era intenso o movimento de navios transportando o açúcar do Brasil para a Europa e trazendo de volta produtos manufaturados. Mais próximos do mercado consumidor, os portos do Nordeste – então chamado Norte – eram preferidos em relação aos do Sudeste, pois tornavam as viagens mais curtas e econômicas.
 

Dinheiro holandês no Nordeste


Os proprietários de Pernambuco equipavam seus engenhos recorrendo ao investimento dos holandeses, que refinavam e vendiam o açúcar por altos preços em Amsterdã, na Holanda, e em outros mercados europeus.

As grandes lavouras e os engenhos expandiram-se também para a Bahia, dando origem ao chamado sistema de plantation (nome dado à grande propriedade agrícola monocultora e escravocrata, nos EUA) — cuja base era o latifúndio monocultor e a mão de obra escrava.
 
 

A mão de obra escrava


No início, o trabalho das lavouras e das moendas era feito por índios escravizados. A dificuldade em manter essa mão de obra cativa levou à sua substituição pelo trabalho dos escravos negros, caçados em outras colônias portuguesas, como Angola, São Tomé e Príncipe. As terras para plantação eram concedidas aos chamados "homens bons" de Portugal, que também recebiam o que fosse necessário para dar início à produção.

Por que trazer os escravos da África?

A boa experiência com o trabalho africano na produção de açúcar em São Tomé e na Ilha da Madeira, outras possessões portuguesas, fez com que os senhores de engenho do Brasil pressionassem pela vinda de escravos negros para suas fazendas. As longas viagens, a mistura das tribos, as distâncias dentro do próprio território e o temor dos constantes maus-tratos contribuíram para subjugar os negros ao trabalho forçado.

Os lucros com o tráfico negreiro faziam parte do sistema mercantilista com o qual Portugal enriquecia.
 

 




Nas outras regiões brasileiras, a população foi deixada à sua própria sorte, sem qualquer tipo de apoio ou investimento por parte da Coroa. Mesmo na capitania de São Vicente, a produção de cana de açúcar decaiu alguns anos após sua instalação. Desprestigiada, a capitania declinou e seus portos desapareceram das rotas comerciais em menos de 30 anos.
 
 
 
O engenho de São Jorge dos Erasmos
Um dos engenhos atingidos pelo abandono da metrópole foi o de São Jorge dos Erasmos, em São Vicente, talvez um dos maiores do Sudeste do país. Esse engenho tinha como sócio Martim Afonso de Sousa, comandante da primeira expedição colonizadora e, mais tarde, donatário das capitanias de São Vicente e do Rio de Janeiro.

Saiba mais sobre a história, imagens e um mapa das Ruínas do antigo engenho de São Jorge dos Erasmos.

 


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