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Os poderosos senhores de engenho


Nos dois primeiros séculos da colonização formou-se no Nordeste a elite agrária da Colônia: os senhores de engenho. A maioria deles vinha da pequena nobreza portuguesa. Também podiam ser comerciantes ou aventureiros pertencentes às boas famílias lusitanas, que recebiam terras na Colônia para produção. Os colonos geralmente casavam-se aqui, pois poucos já haviam constituído família na terra natal.
 
Essa elite colonial morava nas fazendas, visitando as vilas e pequenas cidades apenas algumas vezes por ano, quando fechavam seus negócios ou participavam das festas religiosas mais importantes.
Também vinham para o Brasil os chamados "cristãos-novos". Eram portugueses ou holandeses que procuravam a nova terra tentando se proteger das perseguições do Tribunal da Inquisição.


Patriarcas em terras tropicais

Proprietários de escravos e de grandes extensões de terra, os senhores de engenho usavam os casamentos e os batizados para garantir a posse e a ampliação do patrimônio de suas famílias. Para aumentar suas riquezas e diversificar seus negócios, os grandes proprietários casavam os filhos entre si, com ricos comerciantes locais ou criadores de gado do sertão.
 
O poder e a riqueza desses proprietários chegaram a ultrapassar os de muitos nobres de Portugal, apesar de não existir uma nobreza nativa no Brasil.
 
As esposas e as mães da Colônia

As mulheres tinham um papel restrito na sociedade da época. Mães, filhas e esposas cuidavam da organização da casa e dos escravos domésticos. Eram analfabetas em sua grande maioria e deviam obedecer às decisões do patriarca – o chefe da família.


Padre da Companhia de Jesus: responsáveis pela catequese dos nativos e pela educação dos brancos, os jesuítas desembarcaram no Brasil em 1549
Uma Colônia de padres e pecadores

A ocupação do Brasil pelos portugueses não se resumiu a atividades econômicas. O processo de colonização sempre foi acompanhado pelo trabalho de catequese (instrução ou doutrinação religiosa). Os primeiros padres chegaram à Colônia em 1549. Eram jesuítas preocupados em ensinar aos índios a língua dos brancos e as crenças católicas. Presentes nas vilas e percorrendo os engenhos, em visitas periódicas, os padres realizavam casamentos, batizados e enterros para os senhores. Tinham o compromisso de manter uma relação próxima com essas famílias, para que elas não se afastassem da fé católica.

Os jesuítas também prestavam serviços como professores e se tornaram donos de engenhos e de escravos no Nordeste, integrando a elite econômica da região.
 

A oposição da Igreja - Jesuítas

Houve intensos conflitos entre os jesuítas, os colonos e a Coroa por causa do cativeiro indígena. Os missionários queriam converter os índios à doutrina cristã. Por isso, os reuniam em aldeias, onde eram catequizados, rompendo sua estrutura tribal e eliminando seus rituais e seus costumes típicos. Os índios também trabalhavam nas roças e nas oficinas das reduções. Muitas vezes, os jesuítas conseguiram que a escravidão dos índios fosse proibida, mas até 1758 os colonos obtiveram a anulação dos decretos. Naquele ano, a Coroa determinou a libertação definitiva dos indígenas.


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