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A mão de obra africana

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Máscara tribal africana.
O tráfico de africanos escravizados para o Brasil, que substituiu a mão de obra indígena, enriquecia a Coroa portuguesa e empresas particulares da metrópole.

Acredita-se que, entre 1550 e 1855, cerca de quatro milhões de escravos foram trazidos do continente africano, mas alguns historiadores chegaram a quantificar a entrada de escravos vindo do continente africano entre sete e oito milhões.  

Mercado perto da praia atrás do trapiche da Alfândega; local de venda de escravos negros. Thomas Ender.
Cativeiro e trabalho
  
Os senhores de engenho escolhiam o escravo pela força e robustez e quase sempre separavam as famílias – pai, mãe e filhos iam parar em lugares distantes e nunca mais se encontravam.

Além de comprar escravos nos mercados, os senhores formavam o próprio patrimônio, estimulando a reprodução dos casais mais saudáveis. As crianças trabalhavam desde os cinco anos e, com aproximadamente 35 anos, um escravo era considerado velho e já não servia para o serviço pesado.

 
A violência física era parte do cotidiano dos negros. O escravo rebelde era castigado com açoite, ficava preso e exposto no pelourinho. Tal sofrimento devia servir de exemplo, desmotivando atitudes rebeldes. Assista ao vídeo para conhecer melhor alguns instrumentos utilizados para castigar escravos.
 
A cultura acorrentada

Os africanos e seus descendentes também foram obrigados a aprender a língua portuguesa e a praticar a religião católica. Os negros não tinham entre si culturas iguais. Isso porque o tráfico foi feito a partir de diversas regiões da África. Os primeiros negros a chegar ao Brasil ficaram conhecidos como 'negros da Guiné'. A Igreja Católica dizia-se contrária à escravidão dos índios, mas era favorável ao cativeiro de africanos – posição que sempre gerou muitas polêmicas.
   
 
Surgem os quilombos

No século XVII surgiram os quilombos ou mocambos. Eram pequenos assentamentos rurais que se formavam espontaneamente e abrigavam não apenas negros foragidos das senzalas, mas também índios e mulatos.

O maior e mais famoso foi o Quilombo dos Palmares, no sul da capitania de Pernambuco – hoje Estado de Alagoas –, formado no fim do século XVI.

Calcula-se que, em 1670, sua população era próxima de 20 mil pessoas. Zumbi foi o grande líder de Palmares e resistiu a vários ataques portugueses e holandeses. O quilombo foi destruído em 1694 por uma expedição chefiada pelo bandeirante Domingos Jorge Velho.


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