Busca  
  Economia   
Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

A sobrevivência do sistema colonial

Após a Independência, em 1822, o latifúndio monocultor manteve-se e até se fortaleceu em outras regiões do país, junto com a família patriarcal e a escravidão. A maior parte da população continuou sendo mantida à distância da estrutura política do país.

As famílias proprietárias ocuparam as instituições públicas, tentando preservar a todo custo o apadrinhamento e as relações de parentesco que as mantinham no poder.
 
O clientelismo político

A herança colonial retardou a modernização do Brasil e a adoção do trabalho livre. A industrialização, por exemplo, só ocorreu no início do século XX, nas regiões Sul e Sudeste. Durante a República Velha (1889 a 1930), predominou o sistema de voto de cabresto – forma que os políticos latifundiários encontraram para se manter no poder usando o clientelismo, como na época colonial.
 

Enquanto isso...

Enquanto na colonização do Brasil predominou a chamada 'colonização de exploração', baseada na grande propriedade monocultora e escravocrata, a América do Norte foi ocupada, desde o século XVI, pelas colônias de povoamento – caracterizadas pela pequena propriedade policultora e pelo trabalho livre. Os primeiros ingleses que chegaram àquelas terras eram perseguidos religiosos e políticos. Dessa ocupação, nasceram 13 colônias na costa leste do país. Oito delas mantiveram o modelo da colônia de povoamento. As outras cinco adotaram um sistema de exploração semelhante ao do Brasil colonial.


Anterior Início