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O engenho de açúcar

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Engenho manual que faz caldo de cana. Aquarela de Jean-Baptiste Debret, 1822.


O
engenho colonial era uma unidade produtiva completa, na qual se realizavam todas as etapas de produção, exceto o refino do açúcar. As grandes propriedades eram formadas por uma vasta lavoura, trabalhada pela mão de obra escrava. Lá também ficava a sede da propriedade, com     instalações e máquinas que processavam o açúcar. Havia, ainda, a casa-grande, de arquitetura rústica e pouca sofisticação, habitada pela família do senhor de engenho e agregados. A senzala, moradia dos escravos, geralmente era um grande galpão, sem divisões e nenhum conforto. O engenho possuía ainda uma capela, em que se realizavam as cerimônias religiosas.
    
A fabricação do açúcar

O caldo da cana era extraído em moendas movidas por escravos ou animais. E, nas propriedades mais ricas, por máquinas. Em seguida, era fervido e engrossado na casa de purgar e colocado em fôrmas de barro ou de madeira, para secar e endurecer. Esse trabalho era comandado pelo mestre de açúcar e executado por escravos.

Por utilizar fôrmas de barro no preparo de açúcar, o Brasil conhecido como 'barreado'.
 
A subsistência do engenho

Na propriedade era produzido o necessário para a sobrevivência dos moradores; cultivava-se apenas os alimentos básicos e criava-se porcos e galinhas. No início, havia também a criação de gado, atividade que foi abandonada aos poucos para dar mais espaço às lavouras de cana.
 
O caminho do açúcar

Em estado bruto ou parcialmente moído, o produto era transportado, por terra, em carros de boi ou em barcas, que seguiam pelos rios até os portos do litoral. Ali, eram embarcados para Amsterdã, Londres, Hamburgo, Gênova. Nesses locais, o açúcar era refinado, pois não havia refinarias no Brasil e em Portugal no período.
   
 
Acervo
Acervo
Negros: Benguela (à esquerda) e Moçambique, de João Maurício Rugendas, 1835



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