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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Rio, município neutro

Em 1891, o Rio de Janeiro passou a Distrito Federal. Mesmo sendo capital da República, possuía diversos problemas em sua infraestrutura: suas ruas eram sujas e estreitas e não possuía condições de saneamento básico adequadas, o que ocasionava diversas epidemias de varíola e febre amarela.

Cidade viveu revolução urbana


No início do século XX, esse cenário mudou. Ao tomar posse como presidente da República, em 1902, Rodrigues Alves iniciou grandes trabalhos de saneamento e urbanização para melhorar a aparência da capital federal.

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Rodrigues Alves, presidente da República, participando do início da construção da Biblioteca Nacional, na Avenida Central do Rio de Janeiro, em 1905. A construção foi parte integrante de sua política urbanizadora


Para tanto, valeu-se de um empréstimo de 8 milhões de libras tomado à Inglaterra para realizar uma verdadeira revolução urbana a partir de 1904.
 
Quando o Rio finalmente emergiu das obras, centenas de pequenos edifícios haviam sido derrubados e a cidade tinha outra aparência.
 
O eixo das obras foi a construção da Avenida Central, atual Avenida Rio Branco, que margeava grandes construções, como o Teatro Municipal, a Biblioteca Nacional, o Palácio Monroe e o prédio do Jornal do Comércio.

Em 1960, a capital federal foi transferida para Brasília e a cidade do Rio de Janeiro, transformada em Estado da Guanabara. Em 15 de março de 1975, os Estados do Rio de Janeiro e da Guanabara se fundiram novamente. O novo Estado conservou o nome Rio de Janeiro e a cidade foi escolhida como capital.

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Enseada de Botafogo, RJ. Fotografia sem data precisa, registrada entre 1860 e 1879


Fique ligado!

Uma vez instalada no Rio de Janeiro, um dos primeiros atos da Corte portuguesa foi implantar, em 1808, a Fábrica de Pólvora no antigo Engenho de Cana de açúcar de Rodrigo de Freitas. Foi nesse local que o príncipe regente D. João (mais tarde D. João VI) teve a ideia de criar um Jardim da Aclimação, em 13 de junho de 1808, com o objetivo de adaptar ao clima brasileiro as especiarias vindas das Índias Orientais – noz-moscada, canela, entre outras. Entusiasmado com o lugar, D. João logo o transformou em Real Horto. As primeiras plantas, provenientes do Jardim Gabrielle (França) e do Jardim La Pamplemousse (Ilhas Maurício), foram dadas de presente a D. João por Luiz de Abreu Vieira e Silva – entre elas, uma palmeira Roystonea oleracea, plantada pelo próprio príncipe regente. Essa espécie ficou conhecida como palmeira-real ou imperial. Em 1829, a árvore floresceu pela primeira vez. E, para que o Jardim Botânico mantivesse o monopólio da espécie, todos os seus frutos foram queimados. Mas a venda ilegal, promovida por escravos, fez com que a árvore se espalhasse por todo o Brasil.



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