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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

No início, o ouro era pouco

Povoado na Serra da Mantiqueira, onde a mineração começou nos últimos anos do século XVI
Em 1560 e 1561, faziam-se expedições para o interior com o objetivo de encontrar jazidas que se igualassem às de Potosí, no Sul da Bolívia, exploradas pelos espanhóis a partir de 1545. Mas com os portugueses no Brasil foi diferente. As primeiras expedições oficiais só resultaram na mineração do ouro de lavagem ou garimpo na região do Jaraguá, em Guarulhos, na Serra da Mantiqueira e em São Roque nos últimos anos do século XVI.
 

Fernão Dias e o "engano verde"

Pastor Ajoelhado, na Igreja do Pilar, Ouro Preto
As entradas continuaram sem sucesso até 1674, quando o paulista Fernão Dias Pais se embrenhou pelo interior de Minas Gerais, que englobava São Paulo e ainda fazia parte da capitania do Rio de Janeiro. Seu objetivo era encontrar esmeraldas, a pedido da Coroa portuguesa. Durante seis anos, ele percorreu as atuais Minas Gerais até as margens do rio Jequitinhonha. Por fim, em 1681, pensou ter descoberto esmeraldas. Na verdade, tratava-se de turmalinas da mesma cor.
 

Fernão Dias desbravou uma região até então desconhecida e plantou roças, utilizadas pelos bandeirantes que vieram depois dele. 



A descoberta do ouro em Minas Gerais
Modo de minerar e retirar diamantes, desenho aquarelado anônimo

Em 1693, Antônio Rodrigues Arzão, também paulista, comandava uma bandeira que seguia os passos de Fernão Dias. Em Minas Gerais, encontrou ouro em um ribeirão, mas, por causa dos ataques dos índios, teve de fugir. Em São Paulo, comunicou o achado ao sertanista Bartolomeu Bueno da Silva, que seguiu para a região e descobriu ouro em Itaverava. Começou, então, a primeira fase da exploração do ouro em Minas. Nessa fase, a extração era chamada de "mineração aluvial", isto é, feita às margens dos rios.


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