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A burocracia no Brasil independente

Uma nação chamada Brasil

No
plano administrativo, o Brasil tornou-se uma nação em 1822. Mas todo o resto estava por ser construído, inclusive as bases do novo governo – que tinha à frente o herdeiro do trono português, D. Pedro I. A opção foi pela Monarquia, que manteve os pontos essenciais das leis e da burocracia do Período Colonial até o final do Primeiro Reinado, em 1831. Durante a Regência (1831 a 1840), o governo fez algumas concessões ao poder local, que se rebelava contra a centralização e exigia mais autonomia para governar. Esse curto período de descentralização acabou com o Segundo Reinado (1840 a 1889), quando D. Pedro II assumiu o trono e passou a interferir mais diretamente na política e na administração pública do Brasil.

A centralização burocrática

Burocracia federal, um entrave que se arrasta no Brasil desde o Período Colonial
P
roclamada a República, em 1889, a tensão entre centralismo e federalismo continuou a animar a administração. Na República Velha (1889 a 1930), os presidentes ficavam com boa parte do poder, mas os governadores também passaram a ter peso no cenário político. Os deputados e os senadores ganharam destaque em relação ao Período Imperial. Na Era Vargas (1930 a 1945), o governo federal voltou a se responsabilizar pelo planejamento, criando órgãos e instâncias de decisão que permaneceram ao longo da história republicana. A burocracia federal concentrava as instituições e o poder de planejar. Essa prática prosseguiu no governo Juscelino Kubitschek (1956 a 1961), na Ditadura Militar (1964 a 1985), e perdura até hoje.


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