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Sede do Reino

A mudança da sede da Monarquia portuguesa

No século XVIII, Portugal dependia economicamente da Inglaterra e o Brasil representava sua grande oportunidade de enriquecimento. Quando as tropas do general francês Napoleão Bonaparte invadiram o território português, em novembro de 1807, o regente D. João vacilou mas acabou transferindo a sede da Monarquia para o Rio de Janeiro. Essa transferência, em 1808, garantia o domínio sobre a melhor fatia do Império colonial, a manutenção da Coroa e as boas relações com a Inglaterra.

O que mudou na administração pública

A arquitetura do Brasil colonial também se aprimorou influenciada pela presença da Família Real portuguesa
Em termos jurídicos e administrativos, a vinda da família real para o Brasil foi uma reviravolta. A legislação foi mudada para permitir a instalação de manufaturas e ampliar o comércio. Tornando-se o centro do poder, o Rio de Janeiro passou a ser sede das principais instituições burocráticas do Império português. Com a Corte, vieram os órgãos que já existiam em Portugal – os ministérios, a Casa da Moeda e os conselhos de Estado e da Fazenda. Além disso, foram criados outros, como a Junta de Comércio, o Banco do Brasil, a Academia Militar e da Marinha, a Biblioteca Nacional e a Imprensa Régia.

O Reino Unido

Em 1815, D. João elevou o Brasil à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves. Podemos pensar que a família real não pretendia retornar a Portugal, mesmo com a expulsão das tropas francesas do país naquele ano. Além disso, a criação do Reino Unido garantia melhores condições de negociação no Congresso de Viena, em 1815, que se reuniu após a derrota de Napoleão para redefinir o mapa e os poderes na Europa. Sozinho, Portugal tinha direito a um voto no Congresso. Unido ao Brasil, garantia dois votos decisórios. Já para o Brasil, a elevação à categoria de Reino Unido tinha o sabor do reconhecimento da igualdade. Quando a família real retornou a Portugal, em abril de 1821, D. João VI pensou em fazer o Brasil voltar à condição de colônia. Isso, porém, já não era mais possível.

Em 1816, o príncipe regente D. João, após a morte da mãe – a rainha Maria I, a Louca – foi coroado rei de Portugal, do Brasil e Algarves com o título de D. João VI.


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