Busca  
  Política   
Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Portugal entre a espada e o canhão

A situação de Portugal era bastante complicada. Tradicional aliado da Inglaterra, com quem estabelecera profundas relações de dependência desde a Restauração, aprofundadas com o Tratado de Methuen, o governo português estava entre fogo cruzado.

A Inglaterra não permitiu que Portugal ficasse neutro nem vacilasse: além de nomear lorde Strangford embaixador inglês para cuidar dos assuntos ingleses em Portugal, a Inglaterra levou os portugueses a assinar, em outubro, a Convenção Secreta de Londres, que garantia a segurança da coroa portuguesa e dava privilégios aos ingleses, como a abertura dos portos do Brasil às nações amigas, neste caso, sendo a maior beneficiada a própria Inglaterra.

Invasão das tropas francesas em Portugal após a saída da Corte para o Brasil


No final de 1807, França e Espanha assinaram o Tratado de Fontainebleu, uma aliança para invadir e dividir os territórios portugueses. Sob as ameaças, de um lado, da chegada das tropas francesas do general Junot e, de outro, dos canhões ingleses apontados para Lisboa, D. João acabou por se decidir.

Em novembro, a família real e cerca de 10 a 15 mil pessoas, entre esses, nobres, ministros, conselheiros, juízes da Corte Suprema, funcionários do tesouro, patentes do Exército e da Marinha e membros do alto clero fugiram para o Brasil em cerca de 40 embarcações, sob protestos da população.

Pela Convenção Secreta de Londres, a Inglaterra garantia a segurança da coroa portuguesa diante do perigo napoleônico: comprometia-se a reconhecer a dinastia de Bragança e a trazer a família real para o Brasil em troca da concessão da ilha da Madeira, de baixas taxas alfandegárias em Portugal e em suas respectivas colônias, de um porto de livre comércio no Brasil e de negociações para a assinatura de um tratado comercial. Esse tratado implicava a abertura dos portos do Brasil ao comércio britânico. 


Anterior Início Próxima