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Portos abertos aos ingleses

Selo referente aos 200 anos da chegada da família real ao Brasil

Sem surpresa, o primeiro decreto assinado por D. João, a Carta Régia de 28 de janeiro de 1808, foi o de abrir os portos às nações amigas. As pressões inglesas e da aristocracia rural brasileira (cujas ideias liberais eram difundidas por José da Silva Lisboa, o visconde de Cairu) contra o pacto colonial somavam-se à necessidade da coroa portuguesa de ter recursos fiscais para sustentar o Estado português no Brasil.

A abertura dos portos representou o rompimento com o monopólio comercial da Metrópole, favorecendo as exportações de proprietários rurais e também a entrada de manufaturas de origem inglesa.


Suas consequências imediatas foram:

  • Grande crescimento da atividade comercial; a entrada de todo o tipo de mercadorias (até supérfluas, como patins para gelo, espartilhos, caixões de defunto, casacos de pele etc.), principalmente inglesas.

  • Aumento das exportações (algodão, açúcar, couro etc.).

  • Predominância das casas comerciais inglesas (em 1808, existia um núcleo de 150 a 200 comerciantes e agentes ingleses no Rio de Janeiro).

  • Movimentação da vida cultural do Rio de Janeiro, circulação de ideias, acesso a livros, fundação de bibliotecas, academias literárias e científicas e o primeiro jornal editado na Colônia.

  • Fundação do Banco do Brasil, entre outras medidas para melhorar a vida da Corte e da população urbana.



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