Busca  
  Política   
Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Reformulação burocrática

No período de D. João, foram tomadas também várias medidas para montar uma ampla estrutura financeira e administrativa que atendesse às necessidades da permanência do governo português no Brasil, passando a existir aqui órgãos e instituições que antes só existiam em Portugal. Todo o aparelho administrativo foi reformulado, tendo sido a burocracia ampliada com novos secretários, dezenas de repartições públicas, centenas de funcionários públicos. As atividades comerciais foram dinamizadas.

Veja algumas medidas tomadas pela Corte no Brasil:
• Fundação do Banco do Brasil e da Casa da Moeda.
• Imprensa Régia – primeiro jornal: Gazeta do Rio de Janeiro (1808).
• Faculdade de Medicina e Cirurgia.
• Escola de Belas-Artes.
• Academia Real Militar e da Marinha.
• Organização das forças militares e criação das tropas de linha.
• Jardim Botânico (para introduzir e selecionar novas espécies vegetais, como chá, abacateiro, cana-caiana).
• Colonização de Nova Friburgo com casais suíços.
• Construção de novas estradas e melhoria dos portos.
• Museu Nacional, Biblioteca Pública, Real Teatro São João.

Corrupção e boa vida

A Corte vivia no fausto, sustentada pelos pesados impostos, pela venda de títulos nobiliárquicos e pela corrupção. Os costumes e a vida cotidiana no Rio de Janeiro sofreram transformações, houve uma modernização da cidade (embora o lixo continuasse exposto a céu aberto e fervilhassem doenças de todo o tipo) e uma abertura cultural para as elites.

Estas quadrinhas populares da época mostram que a preocupação do povo com a corrupção no Brasil é bem antiga:

"Quem furta pouco é ladrão
Quem furta muito é barão
Quem mais furta e esconde
Passa de barão a visconde"
"Furta Azevedo no Paço
Targini rouba no Erário
E o povo aflito carrega
Pesada cruz ao calvário"

Política externa

Na política externa, D. João manteve o princípio do expansionismo. Em 1808, após declarar guerra à França e com o auxílio de tropas inglesas, invadiu a Guiana Francesa.

Em 1815, o Brasil foi elevado a Reino Unido a Portugal e Algarves, solução dada para driblar as pressões recolonizadoras da Santa Aliança europeia que, reunida no Congresso de Viena após a derrota de Napoleão, alegava a ilegitimidade da permanência da realeza portuguesa no Brasil.
De forma geral, a política de D. João no Brasil teve um caráter ambíguo e pendular, favorecendo ora os interesses ingleses e dos senhores de terra, ora os comerciantes portugueses, mantendo alguns privilégios monopolistas e os principais cargos políticos nas mãos dos reinóis (pessoas provenientes do reino). Parte beneficiada da aristocracia rural aproximou-se mais dos Braganças, enquanto parte se afastou, mantendo posições mais liberais.

 
Em 1816, invadiu a Banda Oriental do Uruguai (região do rio da Prata), incorporando-a mais tarde ao Brasil com o nome de Província Cisplatina (até 1824, quando teve início a Guerra da Cisplatina, após a qual o Uruguai tornou-se independente).
 
Foi também em 1816, que D. João tornou-se D.João VI, com a morte de D. Maria 1ª. Dois anos depois subiria ao trono português sendo aclamado rei de Portugal, do Brasil e Algarves.
 
 


Anterior Início Próxima