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A Revolução do Porto

Os portugueses liberais estavam descontentes com a crise econômica e com o governo da junta inglesa liderada pelo lorde Beresford, que possuía amplos poderes desde a expulsão dos franceses de Portugal em 1808. Inspirados nas ideias antiabsolutistas, fomentadas pela maçonaria, como a loja Sinédrio, e pelas universidades, os liberais organizaram um movimento rebelde que afastou os ingleses e formou uma Junta Provisional do Governo do Reino, comprometida a governar em nome do rei até sua volta e a elaborar uma constituição.

Para isso, convocou as Cortes Gerais (o parlamento português não era convocado desde 1698), que elaboraram uma constituição, inspirada no modelo francês, instalando uma monarquia constitucional, na qual os poderes do rei foram restringidos. As Cortes exigiram que o rei voltasse a Portugal e jurasse a Constituição Liberal; adotaram uma política recolonizadora em relação ao Brasil: exigiram a suspensão do livre comércio e das medidas efetuadas durante a permanência de D. João no Brasil; convocaram eleições para a escolha dos deputados brasileiros que representariam o Brasil nas Cortes, em Lisboa.

 



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