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Brasília: a cidade do futuro

O desejo de construir uma nova capital existia desde o Império. Durante a República, o sonho continuou. A Constituição de 1891 reservava uma área de 14.400 km² no Planalto Central para a sua construção. As Constituições de 1934, 1937 e 1946 mantiveram esse item. Em 21 de abril de 1960, o sonho ganhou vida. O presidente Juscelino Kubitschek não planejava construir Brasília até que alguém lhe perguntou se ele cumpriria toda a Constituição, inclusive o artigo que previa a nova capital. Eleito, JK cumpriu a promessa. A escolha do local em Goiás nasceu da necessidade de interiorizar o desenvolvimento do país, diminuindo as desigualdades regionais e aproximando a capital dos países vizinhos. Brasília foi construída em quatro anos, graças aos candangos que migraram de várias partes do Brasil.

Fique ligado! 

O termo "candango" surgiu na época em que o Brasil era colônia de Portugal. O nome era dado pelos escravos negros aos senhores opressores e às pessoas ruins. Não se sabe por que essa palavra acabou designando os trabalhadores que construíram Brasília, agora com um tom carinhoso.



Época de esperança

gary yim/Shutterstock
Catedral de Brasília (ao centro) e Museu Nacional (à frente). O Museu, previsto no planejamento da cidade desde os anos 1950, começou a ser construído apenas em 1999, sendo concluído em 2006

Brasília é conhecida como "Capital da Esperança" por ter nascido em um momento em que o Brasil estava confiante em seu desenvolvimento e o governo de Juscelino Kubitschek apostava na construção de uma nação próspera. Futurista, a capital foi planejada pelos arquitetos Lúcio Costa e Oscar Niemeyer e recebeu o título de patrimônio arquitetônico e cultural da humanidade para o Fundo das Nações Unidas para a Cultura (Unesco). Mesmo planejada, Brasília enfrenta problemas como a superpopulação e a falta de emprego e de moradia.


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