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Heranças coloniais

Brasil

Maior país da América Latina, o Brasil tem características que o diferenciam do restante do continente. Desde antes da colonização, os inúmeros grupos indígenas que viviam no território estavam isolados dos demais habitantes do continente e não chegaram a formar nenhuma unidade política semelhante à dos impérios inca devido a algumas peculiaridades associadas à dimensão territorial e a diferenças físicas, linguísticas, culturais, sociais e políticas entre as diversas etnias.

Por motivos diversos, como a divisão do território em capitanias hereditárias, os conflitos culturais, a dizimação de algumas populações nativas por epidemias e guerras contra os colonos, entre outros, acentuaram-se ainda mais as diversidades na colônia portuguesa.

Na colonização europeia: enquanto o Brasil, na maior parte do tempo, foi uma colônia indivisa de Portugal, a América espanhola era fragmentada em diversos vice-reinos e capitanias. O Português, língua do colonizador, era diferente da língua dos indígenas brasileiros. Acredita-se que cerca de mil línguas diferentes eram faladas pelas diversas nações, sendo a Tupi-guarani a mais difundida. 

Nas terras dominadas pela Espanha, o Castelhano era a língua falada. Entretanto, os povos nativos falavam inúmeras línguas: o Quinchua era a mais comum entre os incas, sendo uma das oficiais línguas dos peruanos hoje em dia; outras línguas eram a Aymará e a Nauatle, dos antigos astecas.


Povos indígenas no Brasil



Imagens produzidas por Renato Ramalho em Janeiro de 2010, retratando as etnias Guarani Mbyá; Karajá; Terena; Xavante e Kalapalo
Antes da chegada do colonizador europeu, os povos que habitavam a América possuíam sua própria organização política, social, linguística, cultural e religiosa que os diferenciava. No território onde está situado o Brasil, acredita-se que havia cerca de 3 a 5 milhões de indígenas antes da chegada dos portugueses, distribuídos em mais de mil povos diferentes.

Kayapó, Karajá, Tupiniquim e Xavante são alguns dos inúmeros nomes que possuem os indígenas brasileiros. Apesar de existirem muitas distinções entre os diferentes grupos, é importante destacar suas semelhanças em relação aos valores assumidos por eles. Em relação à terra, por exemplo, os indígenas acreditam que pertence a quem nela trabalha. Sendo assim, todos da aldeia eram os donos da terra e dividiam tudo o que nela era produzido.

Na época da colonização, para praticar a agricultura os indígenas plantavam feijão, abóbora e mandioca, produzindo dela a farinha, alimento comum na mesa de muitos brasileiros. Essa prática era voltada somente para a subsistência do próprio grupo. O trabalho também sempre foi divido pelos membros da aldeia: homens e mulheres dividiam as atividades do dia, e as crianças e idosos exerciam atividades de acordo com sua força física.

Atualmente, muitas comunidades indígenas preservam suas tradições, seus costumes, rituais e cultura, e mesmo depois do contato com o colonizador, da extinção de vários grupos e do sofrimento, esses povos resistiram ao tempo e lutam contra o preconceito e por sua dignidade.
  
Imagens produzidas por Renato Ramalho em Janeiro de 2010 retratando as etnias Guarani Mbyá; Karajá; Terena; Xavante e Kalapalo



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