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Novos conflitos no Prata

Batalha do Passo do Rosário (atual Rosário do Sul/RS), entre as tropas brasileiras versus argentinos e uruguaios, em 1827


Desde o Período Colonial, a região platina era disputada por portugueses e espanhóis; porém nem mesmo a independência das colônias trouxe paz à região. O Brasil apoiou a emancipação do Paraguai e do Uruguai – na impossibilidade de dominar este último – para preservar, por meio da negociação com países menos poderosos, a livre navegação na bacia do rio do Prata e o escoamento dos produtos brasileiros.


A Argentina de Rosas

No início do século XIX, a Argentina vivia uma luta interna entre federalistas e unitaristas. O Brasil apoiou Juan Manuel Rosas, ligado aos federalistas. Entretanto, ao chegar ao poder como governador da Província de Buenos Aires, em 1829, Rosas ligou-se aos interesses da região, opondo-se à livre navegação na bacia platina, e passou a governar o país de maneira ditatorial. O Brasil, aliado de antes, tornou-se o inimigo da hora.


O Uruguai de Oribe

A liderança política no Uruguai em meados de 1830 vivia sob disputas internas envolvendo os partidos Blanco (representante dos pecuaristas), liderado pelo presidente Manuel Oribe, e Colorado (comerciantes), chefiado por Fructuoso Rivera. O conflito no Uruguai se intensifica devido à ligação do presidente Oribe com o líder argentino Rosas.
Batalha de Monte Caseros, Guerra do Prata – 1851/1852


A política adotada pelos amigos foi a intervenção no porto de Montevidéu, atingindo diretamente as relações econômicas do império brasileiro na região. Nesse contexto, o Brasil interveio no conflito, em 1851, apoiando os colorados representado por Rivera, com o objetivo de colocá-lo na presidência, assegurando, assim, os interesses econômicos do país na bacia platina.


A intervenção na Argentina

Terminada a guerra contra Oribe, o Brasil, o Uruguai e as províncias argentinas de Entre-Rios e Corrientes, sob a liderança do general Urquiza, voltaram-se contra o governo central da Argentina, a fim de derrubar Rosas. Vencido na batalha de Monte Caseros, em 1852, Rosas deixou o poder e exilou-se na Inglaterra. Os governos do Brasil, do Uruguai e da Argentina assinaram um tratado que permitia a livre navegação brasileira no rio do Prata.


 




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