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Personalidades fortes na política

Os títulos de Caxias

Nascido em uma família de militares na Vila do Porto da Estrela (RJ), Luís Alves de Lima e Silva (1803-1880) matriculou-se na Academia Real Militar aos 15 anos. Galgou as patentes militares até que, em 1862, atingiu o posto máximo, de marechal do Exército. Recebeu o título de Duque de Caxias em 1869, dado em reconhecimento por suas vitórias na Guerra do Paraguai (1864 a 1870). Antes disso, foi barão e marquês.

Esses títulos vinham de uma imensa folha de serviços prestados à Monarquia. Começou nas guerras de independência na Bahia (1823), lutou na Cisplatina (1825 a 1828), reprimiu a Revolução Farroupilha (1835 a 1845) e a Balaiada (1838 a 1841).


Rui Barbosa (1849-1923)

Rui Barbosa: o "gênio narigudo", charge de J. Carlos, publicada na Revista Careta de março de 1910
O jurista baiano Rui Barbosa de Oliveira atuou no Império e na República. Formado pela Faculdade de Direito de São Paulo, sua primeira ação de destaque foi escrever um panfleto contra o imperador na Questão Religiosa em 1877. Excelente orador, a palavra era o grande instrumento de sua ação.


Os primeiros anos da República

Como ministro da Fazenda de Deodoro da Fonseca e vice-chefe do Governo Provisório, Rui Barbosa foi o responsável pela queima das matrículas dos escravos, impedindo que os antigos senhores pedissem na Justiça indenizações pela Abolição. Também foi o principal redator da Constituição de 1891.

Em 1907, representou o Brasil na Segunda Conferência de Paz, em Haia (Holanda). Defendeu a igualdade de direitos entre as nações, debatendo com os representantes dos países que se opunham a esse princípio. Da Conferência surgiu a Corte Internacional de Justiça, para a qual foi eleito representante em 1912.


O sonho presidencial

Rui Barbosa sonhava sentar-se na cadeira de presidente. Em 1909, candidatou-se à sucessão de Nilo Peçanha, mobilizando a opinião pública com sua Campanha Civilista, mas foi derrotado por Hermes da Fonseca. Em 1914, tentou novamente a presidência, mas desistiu do pleito. Voltou a concorrer em 1919, mas foi derrotado por Epitácio Pessoa. Em 1920, afastou-se em definitivo da política.




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