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Origens de um ditador

Lutero, filho de Getúlio, de pé, e o pai do ditador, Manuel
A família Vargas tradicionalmente envolvia-se em guerras. Evaristo José Vargas lutou como soldado voluntário na Farroupilha, e Manuel do Nascimento Vargas combateu na Guerra do Paraguai. Eles eram, respectivamente, o avô paterno e o pai do advogado gaúcho Getúlio Dornelles Vargas (1882-1954), homem que ocupou por mais tempo a cadeira presidencial na história do Brasil.


Antes da presidência

A carreira de Vargas foi pontuada por três mandatos como deputado estadual e dois como deputado federal. Foi Ministro da Fazenda de Washington Luís (1926-27) e presidente do Rio Grande do Sul (1927-1930).








A campanha presidencial

Vargas foi um dos articuladores do golpe que, em 1930, derrubou Washington Luís e impediu a posse do presidente eleito, Júlio Prestes. Em 3 de novembro de 1930, assumiu o governo de maneira provisória. Após derrotar as tropas paulistas na Revolução Constitucionalista de 1932, convocou uma Assembleia Constituinte.

A nova Carta Magna (1934) instituiu o voto feminino, até então inexistente. Isso deu a Vargas larga base de apoio, garantindo sua eleição indireta em 1934. Em 1937, um ano antes do término do mandato, forjou um documento para mostrar que os comunistas tentariam um golpe. Chamado de Plano Cohen, permitiu a Vargas instituir a ditadura do Estado Novo, que durou até 1945, quando foi deposto.


A volta de Vargas
Foto oficial de Getúlio Vargas

Deposto em 1945, Vargas retornou à Presidência em 1951, ao derrotar nas urnas seu principal adversário, o brigadeiro Eduardo Gomes.

Em seu governo deu-se a campanha pela criação da Petrobras, uma das mobilizações nacionalistas mais importantes da história do Brasil.




O suicídio de Getúlio Vargas

Em 1954, viu-se envolvido em um escândalo político que adquiriu enormes proporções. No dia 5 de agosto, seu inimigo político, o jornalista Carlos Lacerda, retornava para casa após participar de uma conferência antigetulista quando sofreu um atentado.

Seu acompanhante, o major da Aeronáutica Rubens Florentino Vaz, morreu baleado no peito. Lacerda recebeu um tiro no pé e passou a acusar Vargas de ser o mandante do crime. As investigações apontaram Gregório Fortunato, chefe da guarda presidencial e guarda-costas de Getúlio Vargas, como o responsável pela contratação dos pistoleiros.

Deputados e militares exigiram a renúncia do presidente. Sentindo-se acuado, Vargas suicidou-se com tiro no peito, na madrugada de 24 de agosto de 1954.


Quebra-quebra

O suicídio de Getúlio Vargas, aos 72 anos, levou milhares de brasileiros às ruas. Inconformada com a morte de seu líder, e acusando Carlos Lacerda de ser o responsável pelo suicídio do presidente, a população iniciou um quebra-quebra em várias cidades brasileiras. O povo queimou caminhões de jornais da oposição, depredou redações, apedrejou a embaixada norte-americana e acabou entrando em confronto com a polícia.

Durante o velório de Vargas, calcula-se que 1 milhão de pessoas dirigiram-se ao Palácio do Catete, onde o corpo do presidente foi velado. Em São Borja, no Rio Grande do Sul, cidade natal de Vargas, para onde o corpo do presidente foi levado, uma grande multidão acompanhou o enterro.


 


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