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O início de Jânio na política

O advogado Jânio da Silva Quadros (1917-1991) apareceu na política em 1947, ao candidatar-se para o cargo de vereador por São Paulo pelo Partido Democrata Cristão (PDC). Não foi eleito, mas graças à cassação dos parlamentares do então Partido Comunista Brasileiro (PCB), o suplente Jânio assumiu em 1948.

De vereador a presidente

Sua atuação como vereador deu-lhe popularidade. Crítico feroz do governador Adhemar de Barros, a quem acusava de corrupção, projetou-se em São Paulo e foi o deputado estadual mais votado em 1950. Elegeu-se prefeito da capital paulista em 1953, voltando ao cargo entre 1985 e 1988. Eleito governador de São Paulo em 1954, ficou conhecido em todo o país e candidatou-se à presidência da República em 1960.

Na campanha presidencial de 1959/60, o ex-prefeito de São Paulo Jânio da Silva Quadros arrastou multidões atrás de si. Prometendo acabar com a corrupção no país, fazia grandes comícios sempre precedidos por bandas de música e muitos fogos de artifício. O sucesso da campanha refletiu-se nas urnas: Jânio foi eleito presidente com 48% dos votos apurados, contra 32% de seu adversário, o general Henrique Teixeira Lott. Para a vice-presidência, a população elegeu João Goulart, companheiro de chapa de Lott.


Muito barulho por nada

Eleito presidente, Jânio editou medidas de pouco sentido prático, mas que serviram para torná-lo o centro das atenções nacionais: proibiu as misses de desfilarem com maiôs cavados, as brigas de galos, o uso de lança-perfume e as corridas de cavalos em dias úteis. Enquanto governador de São Paulo, proibiu o rock nos bailes de carnaval.

Maiôs e lança-perfume na lista de proibições decretadas pelo presidente Jânio Quadros

Renúncia

Nesse dia, Jânio soube que civis e militares condecorados com a Ordem do Cruzeiro do Sul devolveriam as medalhas, em protesto contra sua homenagem ao revolucionário argentino Ernesto 'Che' Guevara. O presidente imaginou que a renúncia era uma forma de fortalecimento: pressionado por "forças ocultas", entregou, a 25 de agosto de 1961, sua carta-renúncia, voou para São Paulo e esperou a manifestação popular que clamaria por sua volta. Mas isso não aconteceu.

Jânio tomou posse no dia 31 de janeiro de 1961 e, no dia 25 de agosto do mesmo ano, renunciou ao mandato. Sua saída nunca chegou a ser totalmente esclarecida. Uma das versões mais correntes é a de que a renúncia seria, na verdade, uma tentativa de golpe.

Jânio estaria certo de que o povo iria às ruas pedir sua permanência no poder e ele só concordaria em retornar ao governo se tivesse plenos poderes.


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