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A formação de um militar

Golbery do Couto e Silva, um dos principais articuladores do regime militar de 1964, e a Escola Superior de Guerra, no Rio de Janeiro
Gaúcho de Rio Grande, Golbery do Couto e Silva (1911-1987) estudou em escolas militares do Brasil e dos Estados Unidos entre 1927 e 1944. Logo depois, integrou a Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial.

Professor da Escola Superior de Guerra, foi um dos teóricos que desenvolveu a tese de segurança nacional defendendo o alinhamento do Brasil com os Estados Unidos e a centralização do poder. Essa doutrina se tornou a justificativa ideológica das práticas autoritárias dos governos militares.



Da teoria à prática

Golbery apoiou Jânio Quadros nas eleições presidenciais de 1960, tornando-se seu homem de confiança e chefe de gabinete da Secretaria Geral do Conselho de Segurança Nacional.



Com a posse de João Goulart, transferiu-se para a reserva como general e articulou o golpe militar contra o presidente. Em junho de 1964, tornou-se o primeiro chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI), órgão que investigava os suspeitos de subversão, ou seja, aqueles que defendiam a volta da democracia ao país.


Articulações de bastidores

Golbery não conseguiu impedir a sucessão de Castello Branco por Costa e Silva. Com a posse deste, em 1967, deixou o comando do SNI e foi para o Tribunal de Contas da União (TCU), onde permaneceu até 1969, quando seu desafeto, Emílio Garrastazu Médici, assumiu o comando da ditadura. Agindo nos bastidores, Golbery lançou a candidatura de Ernesto Geisel, que não era o preferido de Médici. Em 1974, no governo Geisel, tornou-se chefe da Casa Civil da Presidência da República, cargo que manteve até a posse do novo presidente, João Figueiredo.



Garrastazu Médici, presidente militar entre 1969 a 1974: maior oponente de Golbery no Exército.


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