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Luís Carlos Prestes (1898-1990)

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Luiz Carlos Prestes

Gaúcho de Porto Alegre, Luís Carlos Prestes perdeu o pai muito cedo, sendo criado pela mãe, uma professora primária. Filho de militar, frequentou a Escola Militar do Rio de Janeiro, tornando-se oficial de Engenharia do Exército, e foi transferido para o Rio Grande do Sul. Nos anos 1920, Prestes se aproximou de uma ala rebelde do Exército que posteriormente daria origem ao movimento tenentista . Em 1924, comandou um levante em Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul, em apoio aos militares paulistas contra o presidente Artur Bernardes. Prestes atravessou o Rio Grande do Sul e Santa Catarina com seus homens, encontrando-se com os paulistas no Paraná. Assim nasceu a  Coluna Prestes ,  também conhecida como "Coluna Fênix", que marchou durante dois anos e meio travando  dezenas de combates; tendo percorrido mais de 25 mil quilômetros pelo Brasil, até se exilar na Bolívia, em 1927.
Bruna Tiso
Olga Benário Prestes
No exílio, Prestes tornou-se comunista e recusou-se a participar da Revolução de 1930, que derrubou Washington Luís, por entendê-la como uma mera troca das elites governantes. Sendo assim, posicionou-se contra Getúlio Vargas, indo viver na União Soviética no ano de 1931. Em 1935, casado com Olga Benário, retorna para o Brasil. Presidiu a Aliança Nacional Libertadora (ANL), uma frente antifascista e antigetulista criada e extinta em 1935. Após a proibição da ANL por Getúlio, os comunistas tentaram dar um golpe em Natal, em Recife e no Rio de Janeiro, na Intentona Comunista,mas foram derrotados. Prestes e sua mulher foram presos em 1936.

 
O líder comunista ficou nove anos na cadeia. Sua mulher, grávida, foi entregue à Alemanha nazista e, em 1939, enviada a um campo de concentração, onde foi morta.

   
Anistiado por Vargas em 1945, Prestes foi libertado e eleito senador pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), até ser cassado em 1948, com outros parlamentares comunistas. Durante a ditadura dos militares, Prestes já não possuia a mesma força política dos anos 20 e 30 entre os revolucionários da esquerda, que procuravam por novos meios de transformação política e social.
Mesmo assim, a figura de Luís Carlos Prestes foi representada como um herói, o “Cavaleiro da Esperança”, tornando-se uma referência para a esquerda revolucionária. Sua convicção no comunismo e a crença de que o país se transformaria para todos os brasileiros são marcas de sua trajetória até o fim de sua vida em março de 1990. 


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