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República Velha

República Velha (1889-1930)

Charge de 1925 representando a figura dos coronéis
A República Velha compreende o período do final do Império até a Revolução de 1930, época marcada por eleições ilegítimas.

Depois da Proclamação da República, em 1889, o voto ainda não era direito de todos. Não era preciso ter renda para ser eleitor, mas tinha de se maior de 21 anos, e saber ler e escrever. Menores de 21 anos, mulheres, analfabetos, mendigos, soldados rasos, indígenas e integrantes do clero estavam impedidos de votar.


Política do café com leite


O nosso primeiro presidente eleito por voto direto foi Prudente de Morais, com a Constituição de 1891. Após esse período, teve início a chamada política do café com leite ou 'política dos governadores', instalada por Campos Sales, na qual o Governo era ocupado alternadamente por representantes da elite cafeeira de São Paulo e da elite criadora de gado leiteiro de Minas Gerais.

A escolha dos novos dirigentes era definida pela troca de favores, pelo 'bom relacionamento' entre o presidente da República e os governadores dos estados. Como os governadores dos estados eram pessoas postas no governo por intermédio dos coronéis, esta 'política de governadores' envolvia os fazendeiros e seus trabalhadores, o que constitui, em outras palavras, uma oligarquia; nessa, o domínio do cenário político era exercido sempre pelos mesmos poderosos do país. Tal política resultou numa corrente de autoritarismo e todas as reivindicações só eram atendidas com acordos estabelecidos.

Os resultados das urnas eram sempre fraudados. Em uma eleição desse período, ocorrida no Rio de Janeiro, foram tantos os eleitores que votaram duas vezes, que foi preciso empossar dois governadores e duas Assembleias Legislativas. 




 



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