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Revolução de 1932

Revolução Constitucionalista de 1932

Em 1930, uma revolução liderada por representantes de novos grupos sociais - como os militares, as classes médias urbanas e setores organizados dos trabalhadores que reivindicavam participação no poder - derrubava o governo dos grandes latifundiários de Minas Gerais e São Paulo. Getúlio Vargas assumia a presidência do Brasil em caráter provisório, mas com amplos poderes.

Passeata nas ruas do centro de São Paulo em 1932 pela Constituinte
Todas as instituições legislativas foram abolidas, desde o Congresso Nacional até as Câmaras Municipais. Os governadores dos estados foram depostos, e no lugar deles foram nomeados interventores, demonstrando a intenção do novo presidente de se manter no poder. A política centralizadora de Vargas desagradou as oligarquias estaduais, especialmente as de São Paulo. Os liberais reivindicavam a realização de eleições e o fim do governo provisório, o que eclodiu na Revolução Constitucionalista de 1932.

Neste período, houve a criação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE), e o voto passou a ser secreto. Também foi instituída uma nova legislação eleitoral e as mulheres conquistaram o direito ao voto. No final de 1937, Getúlio Vargas instituiu o Estado Novo, uma ditadura que se prolongou até 1945. Durante oito anos, o brasileiro não foi às urnas uma única vez. O congresso foi fechado, e o período foi marcado pelo centralismo político. 


Curiosidades

Você sabia?

Mulher e o direito de voto

No Brasil a história começou em 1927, quando, no Rio Grande do Norte, a professora Celina Guimarães Viana deu início à luta mundial dos movimentos feminista pelos direitos políticos da mulher, tirando seu título de eleitora, o que era proibido mesmo com a proibição não constando na Constituição.

Finalmente, em 1934, o então governador do Rio Grande do Norte, Juvenal Lamartine, autorizou o voto feminino, e com ele vieram outras grandes conquistas femininas dentro da sociedade machistas da época, como a eleição da primeira deputada estadual, também do Rio Grande do Norte, Maria do Céu Pereira Fernandes. Este fato histórico teve grande repercussão mundial, uma vez que muitos países naquela época, também não davam à mulher o direito ao voto. As mulheres tiveram esse direito concedido em 1934, quando o voto passou a ser obrigatório.








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