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Redemocratização

O primeiro passo para a redemocratização foi dado em 1979 com o fim do bipartidarismo obrigatório (instituição de duas legendas partidárias pelo AI-2: a ARENA - Aliança Renovadora Nacional - e o MDB - Movimento Democrático Brasileiro), e o surgimento de novos partidos. Aos poucos, a ideia de se ter eleições diretas começa a tomar corpo no país.

Em novembro de 1983, um comício realizado em São Paulo conclama o povo a iniciar um processo de lutas pelas eleições diretas à presidência da República. A campanha das Diretas Já, como ficou conhecida, logo se espalhou por todo o país. Os grandes comícios eram organizados nas capitais do país, sempre ao ar livre, integrando membros de toda a sociedade, desde trabalhadores, artistas, jogadores de futebol até personalidades públicas e políticos de prestígio. O povo nas ruas tinha uma só voz: “Diretas Já!”.  


Comício da campanha nacional “Diretas Já” em abril de 1984, Praça da Sé/SP reuniu cerca de 1,5 milhão de pessoas

Em fevereiro de 1985, a emenda constitucional que previa eleições diretas não passou no Congresso Nacional, devido a um boicote por parte dos deputados liderados por Paulo Maluf. Nesse contexto, o Colégio Eleitoral escolhe o candidato Tancredo Neves como novo presidente da República, marcando o fim da Ditadura Militar.

Porém o processo de redemocratização no país só se completa em 1988, com a promulgação da nova Constituição, que prevê eleição direta com dois turnos para a presidência e para os governantes com mandato de quatro anos, sendo o voto obrigatório para maiores de 18 anos. A maior conquista na história do voto no Brasil, após vários anos de lutas, foi a mudança nesta constituição, que deu direito de voto ao analfabeto e aos jovens a partir de 16 anos. 


 



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