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A história guardada nos sambaquis

A população que viveu no litoral do Brasil há cerca de 6 mil anos deixou muitos registros. Exemplo disso são os sambaquis, encontrados principalmente na faixa litorânea que vai do  Espírito Santo ao Rio Grande do Sul. Viviam dos recursos oferecidos pelo mar, como moluscos e peixes.

O alimento era tão abundante que esses povos fixaram suas moradias geralmente em lugares mais elevados perto da praia e dos rios de água doce. São conhecidos como 'povos dos sambaquis'.
Atualmente, arqueólogos encontram misturados às conchas cacos de cerâmica utilitária – usados para cozinhar e transportar ou guardar alimentos –, pedaços de urnas funerárias, ferramentas, adornos e vestígios de cabanas.

Esses vestígios nos ajudam a conhecer um pouco mais da vida e da cultura dessa população pré-histórica. Mesmo assim, muitos sambaquis foram destruídos já no início da colonização do Brasil e a destruição continua. Ainda hoje, muitos sambaquis são arrasados e utilizados na fabricação de ração para animais ou usados como material de construção.

Fique ligado! 

Há pelo menos um século, os linguistas juntaram-se aos arqueólogos para tentar explicar a origem do homem americano. Ultimamente, os geneticistas uniram-se a eles: por meio de amostras de sangue de diferentes grupos humanos, analisam determinadas sequências de DNA e podem identificar laços de parentesco e reconstituir o percurso dos homens pré-históricos. Pesquisas feitas pelo geneticista Fabrício Santos, da Universidade Federal de Minas Gerais, apontam o rio Ienissei, na Sibéria Central, como o ponto de partida provável dos grupos que originaram os primeiros americanos.





Para saber mais:

GUARINELLO, Norberto Luiz. Os primeiros habitantes do Brasil. Série A Vida no Tempo do Índio, Ed. Atual, São Paulo.







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