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O movimento tenentista de 1924

A conquista em São Paulo

Organizados e liderados pelo general Isidoro Dias Lopes e pelo major Miguel Costa, o levante tenentista ocupou a cidade de São Paulo em 5 de julho de 1924. Durante três semanas, o movimento paulista, como ficou conhecido, conseguiu resistir aos fortes ataques das tropas do governo federal. Esses ataques não poupavam sequer os civis; nesse sentido, o movimento decide se retirar em direção à cidade paranaense Foz do Iguaçu sob a liderança de Miguel Costa, pois o general Dias Lopes já havia se retirado anteriormente.

A conquista no Rio Grande do Sul


Em outubro do mesmo ano, outro levante estava sendo organizado no Rio Grande do Sul, tendo como principal líder o capitão Luís Carlos Prestes. As forças governistas foram rapidamente acionadas para conter os rebeldes. Devido à falta de estrutura do movimento houve dispersão, mas um grupo conseguiu resistir aos ataques governistas e, após intensos confrontos, resolve partir para Foz do Iguaçu rumo ao encontro do grupo paulista em abril de 1925.

Os revoltosos se encontram


A divisão revolucionária

O encontro das tropas gaúchas com os rebeldes paulistas representou a formação da histórica 'Primeira Divisão Revolucionária'. Após a junção das colunas, as tropas foram reorganizadas sob o comando de Miguel Costa. Nesse momento a 'revolução tenentista' ganha força e consegue partir em direção ao interior do país, passando por treze estados brasileiros e percorrendo cerca de 25 mil quilômetros com o objetivo de divulgar os ideais do movimento e conquistar a adesão popular para mudar a ordem política vigente no país.



Prestes desempenhou um papel importante à frente da Primeira Divisão Revolucionária. O general Miguel Costa, reconhecendo sua competência e prestígio, entregou-lhe, na prática, o comando da Coluna, ficando conhecida assim como Coluna Miguel Costa Prestes, ou apenas Coluna Prestes.

Durante a marcha pelo interior do país, as tropas enfrentaram a forte repressão governista sem sofrer nenhuma derrota. Os objetivos de conquistar o apoio dos civis não foram alcançados, mas o movimento foi de fundamental importância para as gerações vindouras, como aquelas que deflagraram a Revolução de 1930, mudando os rumos da política brasileira. A Coluna Prestes perdeu força no início de 1927 e teve seu fim marcado com o refúgio de alguns de seus membros na Bolívia.








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