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O monte Pascoal

No dia 21 de abril, os marinheiros viram no mar algas-marinhas boiando e isso normalmente significa proximidade da terra.

A noite e o dia seguinte alternaram momentos de esperança e de decepção, até que o voo raso de algumas aves marinhas reafirmou a existência de terras nas proximidades. No entardecer do dia 22, veio a melhor surpresa: ao longe, os marinheiros avistaram um monte alto e arredondado e o batizaram de monte Pascoal.

Toda essa expectativa e a permanência dos portugueses na região são descritas na Carta de Pero Vaz de Caminha, o escrivão da esquadra. Com detalhes saborosos, Caminha revela os primeiros dez dias dos portugueses em terras brasileiras, emociona-se com a beleza exuberante do lugar e a ingenuidade de seus habitantes – que, em terra, espreitavam curiosos a aproximação das naus e caravelas.

Você sabia?

Nosso país já teve oito nomes antes do atual: Pindorama (dado pelos indígenas); Ilha de Vera Cruz, em 1500; Terra Nova, em 1501;Terra dos Papagaios, 1505; Terra de Vera Cruz, 1503; Terra Santa Cruz, em 1503; Terra Santa Cruz do Brasil, em 1505; Terra do Brasil em 1505 e Brasil, desde 1527.


Uma estada rápida

Primeira Missa, quadro de Victor Meirelles, Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro
O desembarque na nova terra foi em 23 de abril, uma quinta-feira. Os portugueses aguardaram o nascer do dia para evitar que os navios encalhassem na areia e para achar um local a salvo dos ventos fortes. De manhã, Nicolau Coelho, um navegador de muita experiência, foi com um bote até a praia, onde fez o primeiro contato com 18 nativos da tribo dos tupiniquins. No dia seguinte, a esquadra levantou âncora à procura de um porto melhor, que foi encontrado 70 km mais ao norte, na atual baía Cabrália, em Porto Seguro.

No dia 25 de abril, registrou-se um novo contato: junto com Pero Vaz de Caminha, os navegadores Bartolomeu Dias e Nicolau Coelho desembarcaram na praia e trocaram presentes com os indígenas.

No domingo, 26 de abril, o capelão-mor da esquadra, frei Henrique de Coimbra, celebrou a primeira missa em terra, num local hoje conhecido como Coroa Vermelha. Alguns indígenas, mais curiosos, participaram da cerimônia.

As boas novas

Em 27 de abril, Diogo Dias (um dos capitães da esquadra) e dois tripulantes visitaram uma aldeia tupiniquim, mas os indígenas não permitiram que lá pernoitassem.

Na terça-feira, 28 de abril, os portugueses cortaram lenha, lavaram suas roupas e construíram uma grande cruz. Na quarta-feira, 29 de abril, a tripulação se encarregou de esvaziar o navio que voltaria a Portugal com as notícias da descoberta.

Em 30 de abril, desembarcaram Pedro Álvares Cabral e seus capitães. Foram recepcionados por cerca de 400 tupiniquins. Na sexta-feira, 1º de maio, a tripulação deixou o navio e acompanhou o erguimento da cruz em procissão. Em 2 de maio, a esquadra levantou âncoras com destino a Calicute, nas Índias.


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