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Eleições nem sempre justas

Durante muito tempo, as mulheres foram impedidas de votar
Apesar de o voto ser um direito democrático, nem sempre nossas eleições foram justas. Nas regiões mais carentes do Brasil, fazendeiros e grandes proprietários de terra, os chamados coronéis forçavam as pessoas a "vender" seu voto em troca de favores, como uma sacola de comida, vaga para os filhos na escola pública ou ajuda no caso de doença. As pessoas que não aceitavam a "troca" eram ameaçadas pelos jagunços que trabalhavam para os coronéis. Esse tipo de pressão, conhecido como "voto de cabresto", é crime. Mesmo assim, ainda acontece nos dias de hoje.

Tipos de fraude

Cartaz do Partido Democrático, convocando para as eleições de 1930
Na época do Segundo Reinado, houve violência e fraude nas eleições de 1840. Locais de votação foram invadidos e a contagem de votos foi adulterada, com a substituição de urnas autênticas por outras com votos falsos. A bagunça foi tão grande que D. Pedro II acabou convocando novas eleições.

Durante a República, alguns coronéis falsificavam documentos para menores e analfabetos votarem. Pessoas mortas eram inscritas como eleitoras, as urnas eram violadas e os votos, alterados. O voto aberto facilitava a fraude.

Infelizmente, nos dias atuais, muitos candidatos ainda exploram as necessidades mais básicas da população para conseguir votos. Oferecem comida, pagam contas, prometem emprego, abusando do poder econômico que possuem diante da miséria da maioria da população.

O voto no Brasil atual

Após uma série de fraudes nas eleições durante os anos iniciais da república, a Constituição de 1932 estipulou o voto secreto e permitiu o voto feminino.

Com o fim da Ditadura Militar, a Constituição de 1988 liberou o voto também aos analfabetos e membros das forças armadas e, nos anos 1990, o Brasil criou a urna eletrônica – tornando-se referência para o resto do mundo. Dessa forma, no Brasil de hoje o voto é universal, sendo obrigatório para todos a partir dos 18 anos e facultativo aos analfabetos, maiores de 16 ou 70 anos, não restringindo esse direito social pela condição econômica, grau de instrução ou gênero do eleitor. Os estrangeiros e aqueles durante serviço militar obrigatório são os únicos proibidos de votar.




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