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Contexto histórico

 Vários conquistadores

iStockPhoto/Thinkstock/Getty Images
Os soviéticos também entraram em conflito com os afegãos, pois buscavam ampliar seu poder e conquistar uma saída para o Oceano Índico


A região em que hoje está o Afeganistão sempre foi ponto de confluência para o comércio e rota obrigatória para os conquistadores na Ásia. Parte da antiga Rota da Seda, o Afeganistão foi ocupado por sucessivos povos: primeiro pelos bactrianos, civilização que misturava elementos das culturas persa, grega e hindu; depois pelos macedônios, liderados por Alexandre, o Grande.

Em meados do século VII, a região foi invadida pelo exército árabe. Por volta do ano 850, os árabes já controlavam toda a região, e o islamismo conquistara uma posição dominante entre os afegãos. O domínio seguinte foi dos turco-otomanos, que governaram o Afeganistão de 900 até 1200. No início do século XIII, os mongóis iniciaram um período de dominação que se estendeu até o século XVI. Nessa época, Pérsia e Índia passaram a disputar o controle da região.

Primeira união

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Primeira Guerra Anglo-Afegã (1838-1842)


Em 1747, as tribos afegãs uniram-se pela primeira vez e Ahmad Xá Durrani foi escolhido primeiro xá (governante) do Afeganistão. Em 1819 iniciou-se uma guerra civil entre tribos rivais que desejavam governar o país. O final do conflito, em 1835, não representou o final das contendas: nessa época, Rússia e Grã-Bretanha começaram a disputar o controle da região: a Rússia porque queria uma saída para o Índico e, para isso, precisava se expandir para o sul; a Grã-Bretanha, para defender seu império na Índia, ameaçado pelos planos russos de expansão.

Em 1839, a Inglaterra invadiu o Afeganistão, iniciando a primeira Guerra Britânico-Afegã, que só terminou em 1842, com a retirada britânica. O aumento da influência russa na região causou uma segunda invasão inglesa, em 1878, e a segunda Guerra Britânico-Afegã. O domínio britânico durou até 1919, quando o Afeganistão tornou-se independente.

Período de desenvolvimento

Depois de séculos de guerras e conflitos, o Afeganistão chegou aos anos de 1950 prestes a entrar em um período de prosperidade. Mantendo uma posição de neutralidade, recebia ajuda financeira tanto dos Estados Unidos quanto da União Soviética, em plena Guerra Fria.

Teve início um programa de desenvolvimento que permitiu a construção de sistemas de irrigação, estradas, usinas hidrelétricas, fábricas e escolas. Paralelamente, o governo afegão entrou em uma longa disputa de fronteira com o Paquistão, o que, a longo prazo, agravou problemas econômicos existentes.

Domínio soviético

Acervo
Em 1978 uma revolução derrubou o governo e deu início a um regime de inspiração soviética, marcado pela existência de partido único, planejamento centralizado da atividade econômica e propriedade estatal dos meios de produção. Não demorou para que um grupo de guerrilheiros islâmicos passasse a lutar contra o novo regime. Os conflitos atingiram seu ponto máximo em 1979, com a derrubada do governo socialista.

A União Soviética decidiu invadir o país para restabelecer o controle soviético e, em 27 de dezembro de 1979, tropas do Exército Vermelho entraram no Afeganistão. Era o início de uma longa guerra, que terminaria quase uma década depois, com a derrota da União Soviética. Para muitos analistas, a derrota soviética no Afeganistão equivale à derrota americana no Vietnã.


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