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Os talibans

No final da década de 1980, com a retirada das tropas soviéticas, o combate entre a guerrilha islâmica e o governo afegão tornou-se mais violento.

A guerrilha islâmica derrubou o governo em 1992, mas teve de enfrentar novo problema: as disputas internas pelo poder.

De um lado estavam os partidários da implantação de uma república islâmica moderada, que mantivesse relações com o Ocidente; de outro, os partidários de uma república islâmica fundamentalista. Era o início da Guerra Civil que devastou o país.

A ONU tentou intervir, propondo a criação de um organismo de representação com a presença de todas as facções políticas afegãs. Mas esses esforços foram por terra em 1995, quando a milícia taliban entrou em cena. No ano seguinte, após uma ofensiva de três semanas, o Taliban conquistou Cabul, afugentando os grupos inimigos para o norte do país.

Northfoto/shutterstock.com
Soldado taliban em Cabul

Islamismo extremista

A conquista da capital Cabul confirmou o domínio taliban no país. A milícia tinha à frente a figura de Mohammad Omar, líder radical islâmico que pretendia abolir todos os sinais de modernidade, impondo à população a miséria e a opressão.

Baseado em uma versão islâmica extremista, o Taliban suspendeu a constituição do país e todas as garantias legais; implantou um Conselho Interino de Ministros (não reconhecido pela ONU, nem pela comunidade internacional) e inseriu leis baseadas em uma interpretação própria das sharias muçulmanas.

Entre as leis, as mais severas dirigiam-se às mulheres, que perdiam o direito de trabalhar e estudar e enfrentavam restrições quando necessitavam de assistência médica – não podiam ser atendidas por homens, mesmo existindo poucas profissionais do sexo feminino autorizadas a exercer a atividade. 

Northfoto/shutterstock.com
Soldado taliban


O Taliban chegou a controlar 90% do território afegão e foi reconhecido como governo legítimo apenas por três países: Paquistão, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. A milícia atraiu muitos opositores – minorias que viviam ao norte do território.
  
No entanto, o governo entrou em desacordo com a comunidade internacional por abrigar um terrorista saudita que lutava no país desde o domínio soviético: Osama Bin Laden.


Alguns dados sobre a população

99,8% da população afegã é islâmica – dos quais 85% são sunitas, incluindo o Taliban, e 15% são xiitas. Outras religiões representam menos de 1% no país. A expectativa de vida é de 44,7 anos para homens e 44,6 para mulheres. Apenas 2% das mulheres de 15 a 49 anos utilizam algum método contraceptivo e a taxa de fecundidade (filhos por mulher) em 2010 foi de 6,42. Nesse mesmo ano, a taxa de mortalidade infantil chegou a 152%, o analfabetismo chegou a 72% e a taxa de matrículas para todos os níveis de ensino foi de 50,1%. Em 2008 apenas 48% da população possuía acesso à água potável e 37% a redes sanitárias. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país é baixo: 0,349 (em 2010).


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