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Depois do 11 de setembro

Após os atentados em Nova Iorque, as atenções norte-americanas se desviaram temporariamente de Saddam. O conflito esquentou e mais uma guerra entre os dois países teve início.

Um novo inimigo?

Os atentados em Nova Iorque, em 11 de setembro de 2001, desviaram a atenção dos Estados Unidos para uma nova ameaça: o terrorismo, "personificado" na figura de Osama Bin Laden. A guerra contra o Afeganistão conseguiu derrubar o regime do Talibã, mas passou longe de desmantelar a rede mundial de terrorismo. Mesmo com essa "missão" ainda pendente, o governo do presidente norte-americano George W. Bush volta suas atenções novamente para o Iraque. Os bombardeios recomeçaram e, mesmo sem apoio internacional, os Estados Unidos prometem uma nova e intensa ofensiva. Por que isso?

E a guerra começa

Por causa dos apoios recebidos na época da Guerra Irã - Iraque, o exército iraquiano é um dos mais bem aparelhados do mundo árabe
Diferentemente do que aconteceu em 1990, quando o Iraque havia invadido o Kuwait, não existiu um "motivo" concreto para uma nova ação militar. As alegações dos norte-americanos, de que o governo iraquiano estava produzindo armas de destruição em massa (especialmente químicas e biológicas), não chegaram a ser provadas pelos inspetores da ONU. Apesar disso – e contra a opinião da maior parte da comunidade internacional e da própria ONU –, os Estados Unidos atacaram Bagdá na manhã do dia 20 de março de 2003. Começou, assim, uma nova guerra.

Um pouco de análise

Segundo alguns analistas, o interesse norte-americano ao deflagrar essa guerra era garantir suas tropas no Oriente Médio. O Iraque significava uma ameaça e os Estados Unidos justificaram assim a presença de um grande efetivo militar na região – a mais rica do planeta em petróleo. Outro motivo citado era a tendência do presidente George W. Bush, filho do Bush que comandou a Guerra do Golfo, de investir contra "inimigos". E finalmente, uma terceira – e talvez mais "poderosa" – razão: depois de quase uma década de crescimento econômico constante, os Estados Unidos estavam dando mostras de uma crise econômica. O "aquecimento" da indústria bélica – a maior do mundo – poderia também significar um aquecimento da economia em geral.

Sentados em um barril de pólvora

Em pouco tempo as tropas anglo-saxônicas chegaram a Bagdá. Saddam Husseim desapareceu e, por um breve momento, a coalizão comandada pelos Estados Unidos achou que a guerra fora ganha. O que ninguém esperava – ou pelo menos ninguém desejava – era que os iraquianos começassem uma espécie de guerrilha, continuando a atacar soldados e postos norte-americanos e ingleses. Um dos últimos alvos foi o prédio da ONU em Bagdá: um atentado terrorista com um carro-bomba causou a morte de várias pessoas, incluindo o enviado especial das Nações Unidas para o Iraque, o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Melo.

Em dezembro de 2003, o maior líder do Iraque e da resistência aos Estados Unidos, Saddam Hussein, foi capturado pelos nortes-americanos e transformado em prisioneiro de guerra. Acusado de diversos crimes e de violar os direitos humanos, Saddam foi condenado à morte e enforcado em novembro de 2006 na cidade de Bagdá.


Veja a cronologia e entenda o histórico entre EUA e Iraque.









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