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A primeira volta ao mundo

A grande novidade da existência do Novo Mundo não refreou o desejo de encontrar um caminho marítimo até as Índias. A primeira circunavegação da Terra foi iniciada por Fernão de Magalhães, em 1519, e concluída por Juan Sebastian Elcano, em 1522. Magalhães propôs ao rei espanhol Carlos I empreender a busca de um ansiado canal que permitisse transpor o continente americano. Para tal empreendimento, a coroa espanhola proporcionou-lhe 270 marinheiros e cinco navios: Trinidad, Concepción, Santiago, San Antonio e Victoria. Três anos mais tarde, Elcano regressou com um só navio, o Victoria, apenas 17 homens e um carregamento de cravo-da-índia. O itinerário, que saiu da Europa rumo a oeste e voltou pelo leste, demonstrou que a Terra era redonda.

Magalhães

Fernão de Magalhães nasceu em Portugal, em 1480. Como navegante e militar, prestou inúmeros serviços à coroa portuguesa na África e na Índia. A recusa do rei português em conceder-lhe uma ascensão de cargo o levou a partir para a Espanha. O rei Carlos I encarregou-o da tarefa de encontrar um caminho para as Índias pelo ocidente. Magalhães chegou até o estreito no extremo sul da América, que hoje leva seu nome, e demorou mais de um mês para percorrê-lo. Morreu em Mactan, Filipinas, em 1521, antes de concluir a viagem.

Elcano

Juan Sebastián Elcano nasceu em Guipúzcoa, em 1476. Após participar de uma batalha militar contra Argel, estabeleceu-se em Sevilha, onde se alistou na expedição de Magalhães. Com a morte do navegante português, Elcano assumiu o comando da expedição. Em 8 de setembro de 1522, Elcano conseguiu voltar a Sevilha, na Espanha, concluindo assim a primeira volta ao mundo. Morreu numa segunda viagem, no meio do oceano Pacífico, em 1526.

Para lembrar:

Fernão de Magalhães partiu de Sevilha, em 1519. Fez escala nas ilhas Canárias e contornou a costa oeste da América do Sul. Em 21 de outubro de 1520, chegou ao estreito que leva seu nome, saindo em mar aberto, no oceano Pacífico, em 28 de novembro. Em abril de 1521, Magalhães foi morto pelos indígenas filipinos. Elcano, o novo capitão da expedição, chegou às ilhas Molucas (na atual Indonésia) no final de 1521, e partiu para o Timor. Em maio de 1522, cruzou o oceano Índico e dobrou o cabo da Boa Esperança. Depois de uma breve escala em Cabo Verde, regressou à Espanha em setembro de 1522.


Outros descobrimentos

No final do século XV, houve muitos outros descobrimentos geográficos. Em 1497, Giovanni Caboto (João Caboto ou John Cabot) comandou uma expedição inglesa que descobriu a Terra Nova (América do Norte). Em 1534, o francês Jacques Cartier explorou a baía e o rio de São Lourenço, estabelecendo, assim, as bases do futuro Canadá francês. A busca de um caminho mais curto para as Índias pela rota norte impulsionou numerosas expedições: Davis, em 1587; Hudson, em 1607; Baffin, em 1616. Na América do Sul, Juan Díaz de Solís descobriu o rio da Prata e morreu nas mãos dos nativos. A descoberta das Filipinas animou holandeses e britânicos. Em 1642, Abel Tasman descobriu a Tasmânia, a Nova Zelândia e a costa australiana, mas foi James Cook, em 1768, quem explorou a Oceania.

A repartição do mundo

A luta entre Portugal e Espanha pelo domínio dos mares e dos novos territórios descobertos culminou com o Tratado de Tordesilhas, que procurou repartir o mundo entre as duas potências. Antes disso, em 1493, o papa Alexandre VI já havia concedido aos espanhóis as terras descobertas por Colombo, ao estabelecer uma linha que ia de polo a polo, a cem léguas de Cabo Verde, dividindo os domínios entre os dois países. O rei Dom João II, de Portugal, opôs-se a esse acordo e pressionou para que se fizesse um novo: o Tratado de Tordesilhas. O tratado foi firmado pelos Reis Católicos em 7 de junho de 1494. A nova linha divisória foi fixada a 370 léguas de Cabo Verde, dando assim uma grande vantagem à coroa portuguesa.


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