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O Calvinismo

Georgios kollidas/Shutterstock
João Calvino, idealizador da Teoria da Predestinação
João Calvino nasceu em Noyon, França, em 1509, filho de um funcionário público muito influente, fortemente ligado à Igreja. Isso facilitou sua entrada na vida monástica, de modo que logo aos 12 anos assumiu um cargo eclesiástico.

Calvino teve uma vida educacional pautada pela religião Católica de visão antiluterana. Formou-se em Direito e fez estudos de Latim e de Teologia. Apesar disso tudo, renunciou aos benefícios da vida clerical católica e declarou-se protestante.

Após declarar-se protestante, foi perseguido na França e fugiu para a Suíça, local onde pôde se dedicar a suas teorias e seus estudos religiosos, pois era um país oficialmente protestante.


A doutrina calvinista
   
A doutrina calvinista considerava que todas as coisas do mundo existiam em absoluta dependência da vontade divina, estando o homem sujeito à salvação pela graça de Deus (predestinação).

Apesar das influências cristãs e luteranas de Calvino, ao abordar a questão da salvação ele se distanciou de ambas. Por meio da Teoria da Predestinação, Calvino crê que a salvação já está definida, nem a ideia das obras caridosas, proveniente da Igreja Católica, nem a justificação pela fé, propagada por Lutero, poderiam mudar a determinação divina.

Diferentemente das religiões católica e luterana, não havia maneira de mudar o destino, ou mesmo de saber sobre a decisão divina para cada indivíduo. Isso gerou grande ansiedade aos fiéis, pois permaneciam constantemente com a dúvida se seriam ou não salvos. Com isso, os pastores calvinistas afirmavam que a dedicação ao trabalho poderia trazer alguns sinais da salvação – ou seja, de acordo com o autor Flávio Luizetto, em seu livro Reformas religiosas, “ao praticar 'obras meritórias' (e fugir do ócio é uma delas), o indivíduo não está exercendo um ato de sua própria vontade e deliberação, com o que pretende demonstrar a Deus ser merecedor da graça; ao contrário, se ele pratica tais obras, é por que essa é a 'missão' para a qual foi 'convocado' por exclusiva vontade e deliberação divinas. E, se essa 'missão' for acompanhada de êxito, tanto melhor; esse feito propicia a auto-confiança, que é um 'sinal' de graça perfeita”.

Por causa dessa vinculação dos sinais com o êxito no trabalho é que muitos estudiosos costumam vincular o avanço do capitalismo com a religião calvinista. Entretanto, faz-se necessário salientar que o trabalho não faz com que o indivíduo seja salvo, pois isso já foi determinado por Deus. Através do trabalho é que o homem pode receber sinais que valorizem sua autoconfiança e perceber seu estado perante Deus.


 

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