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  Idade Moderna   
Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Contexto histórico

O novo humanismo

O termo "humanismo" denomina o conjunto de tendências intelectuais e filosóficas que tiveram por objetivo o desenvolvimento das qualidades essenciais do homem. Nascido na Itália, no final do século XIII, seu desenvolvimento foi acelerado a partir do século XIV e se espalhou por toda Europa ao longo do século XV.

O humanismo contrapôs-se aos grandes eixos do pensamento medieval, que viam em Deus, seu centro primordial (teocentrismo). O humanismo propunha exaltar o homem (antropocentrismo) e cultivar suas faculdades (racionalismo), mediante o ensino dos conhecimentos da Antiguidade — ou seja, da cultura greco-latina. O homem transformara-se no novo centro de reflexão intelectual.



Características da    
Transição


Idade Média
Renascimento (período Humanista)
Teocentrismo
Antropocentrismo
Coletivismo
Individualismo
Domínio da Fé
Racionalismo


Itália como o "berço" do Renascimento

O significativo desenvolvimento urbano e comercial iniciado no século XII, na Itália, principalmente nas cidades de Genova e Florença, viabilizou a ascensão da burguesia. Daí o surgimento de grandes patrocinadores culturais, os mecenas, que em troca do patrocínio recebiam prestígio social, pois grande parte das obras eram vinculadas ao nome do artista e à família do mecena. No início do Renascimento, o principal nome do Mecenato foi o da família Médici. No aspecto cultural, a Itália possuía uma rica e importante herança cultural do Império Romano, além de ser o principal polo de atração dos sábios bizantinos, que começaram a abandonar Constantinopla, sitiada pelos turcos. A não existência de um Estado centralizado na Itália possibilitou o deslocamento dos lucros da burguesia para a cultura.

A admiração pela Antiguidade

Szabozoltan/Shutterstock
Estátua equestre (bronze) de Bartolomeo Colleoni, obra de Verrocchio, Veneza
Os humanistas demonstraram grande fascinação pela Antiguidade clássica. Num primeiro momento, dedicaram-se à busca e à reedição de textos perdidos. Uma característica do humanismo renascentista é o estudo do latim e do grego como línguas universais. Na arte, impõem-se novas normas estéticas, inspiradas nos clássicos gregos. Embora, no princípio, o amor pela Antiguidade se expressasse em cópias das obras antigas, pouco a pouco foram realizadas verdadeiras pesquisas científicas e artísticas que acabaram pondo em xeque toda a ordem estabelecida até então nessas áreas.



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