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  Idade Moderna   
Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Ciência e astronomia

O desenvolvimento da ciência experimental

A nova ciência baseava-se na razão e na experimentação. O lema científico da época era "ver para crer". Se antes a ciência buscava o significado e a certeza nas obras dos antigos, a doutrina renascentista passou a buscar a exatidão mediante a observação. Em anatomia, por exemplo, o costume cristão vigente até a época proibia a dissecação do corpo humano. Entretanto, André Vesálio passou a fazer dissecações de cadáveres, acompanhando seus trabalhos com gráficos e desenhos mostrando as veias, as artérias e o sistema nervoso. Outro destacado médico, Miguel Servet, deu grande impulso ao descobrimento da circulação do sangue. Entretanto, sua crítica à interpretação bíblica da divindade de Cristo fez com que fosse acusado de heresia. O próprio Calvino o denunciou e, em 1553, Servet foi queimado na fogueira.

A nova astronomia

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Nicolau Copérnico, um dos principais responsáveis pela astronomia moderna
Na Antiguidade e na Idade Média prevaleceu a Teoria Geocêntrica proposta pelo astrônomo grego Ptolomeu, do século II d.C., segundo a qual a Terra era o centro do universo e o Sol, a Lua e as estrelas giravam ao seu redor. Essa teoria, apoiada por Aristóteles, era a única aceita pela Igreja. Os trabalhos astronômicos de Copérnico, que colocavam o Sol, e não a Terra, no centro do universo, provocaram uma revolução sem precedentes na astronomia e na ciência em geral. Essa teoria foi depois confirmada pelos trabalhos de Kepler e as observações de Galileu. Iniciou-se, assim, uma batalha entre a ciência e a religião que durou mais de um século, até o triunfo indiscutível dos partidários da Teoria Heliocêntrica, ou seja, os que afirmavam que o Sol é o centro do universo.


O sistema copernicano

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Modelo astronômico de Copérnico
Copérnico ressuscitou e completou a teoria heliocêntrica formulada na Antiguidade por Aristarco de Samos (310-230 a.C.). Afirmou que a Terra é um planeta como os demais, que gira em torno do seu próprio eixo e também ao redor do Sol. Imaginou órbitas circulares para os corpos celestes, mas Kepler logo demonstrou que eram elípticas. Para evitar problemas com a Igreja, apresentou seu trabalho como um exercício geométrico, baseado em critérios teológicos.


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