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Índios na luta

Alguns índios se fizeram conhecidos seja pela luta na divulgação da sua cultura junto aos brancos, seja pela brutalidade com que foram tratados. Veja, nos boxes abaixo, as histórias do índio Galdino e do índio Mário Juruna, duas pessoas que acabaram por chamar a atenção sobre a necessidade de respeitar a cultura indígena e as diferenças.

Triste fim do índio Galdino

Em 1997, o país ficou chocado com a notícia da morte do índio Galdino, um índio pataxó que estava em Brasília e havia participado das comemorações do Dia do Índio.

Um grupo de adolescentes de classe média alta viu uma pessoa dormindo em um ponto de ônibus. Julgaram ser um mendigo, conforme alegaram, jogaram álcool e atearam fogo no corpo de Galdino, que sofreu graves queimaduras e faleceu. O crime chocou o País pela banalidade que motivou os adolescentes, que disseram ter a intenção de dar um susto no suposto mendigo, como se isso justificasse o ato criminoso.

Quem foi Mário Juruna?

Mário Juruna foi um índio Xavante. Até os seus 17 anos, não teve contato com o homem branco. Juruna virou cacique. Quando começou a ter contato com a civilização, não se conformou com a falta de verdade do homem branco. Resolveu lutar e escolheu uma arma de branco: um gravador. Passou a gravar as coisas que os brancos diziam e denunciar o que não cumpriam. Virou um símbolo da luta dos interesses dos povos indígenas. Como lutava com as armas do branco, elegeu-se deputado federal e passou a frequentar o Congresso Nacional. Foi o primeiro indígena eleito na história do Brasil. Usou esse espaço para denunciar os inimigos dos índios. Morreu em 2002, silenciando-se seus protestos.


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