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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

A vida nas fazendas de café

As diferenças culturais saltavam aos olhos dos japoneses e daqueles que já estavam nas fazendas de café, como os italianos.

A rotina de trabalhado era muito cansativa, principalmente na época de colheita do café. Além disso, as condições de moradia eram muito precárias – geralmente antigas senzalas adaptadas serviam como habitação para os imigrantes.

Eles também enfrentavam o isolamento, pois as fazendas, formadas por grandes extensões de terra, ficavam muito longe umas das outras.

Sonho distante 

A relação de trabalho com os fazendeiros era, muitas vezes, tensa. O imigrante era um trabalhador livre e assalariado e o dono da lavoura estava mais acostumado a lidar com escravos. Como forma de controlar o direito de ir e vir do imigrante, alguns fazendeiros criaram artifícios para prendê-lo à terra. O endividamento foi o principal deles.

O imigrante era obrigado a fazer as compras necessárias à sua sobrevivência na vendinha da fazenda e as suas despesas eram anotadas em um caderno para serem cobradas na hora do acerto de contas; em geral, após a colheita. O trabalhador acabava perdendo o controle dos gastos e, não raramente, descobria que ao invés de receber pelo trabalho executado, devia dinheiro ao fazendeiro.

Mesmo assim, um sistema de parceria com fazendeiros locais fez com que muitos imigrantes coseguissem economizar algum dinheiro. Muitos se estabeleceram em São Paulo, em locais próximos ao centro da cidade, onde era muito fácil encontrar um cômodo para alugar.

São Paulo, início do século XX



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