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O maior espetáculo esportivo do mundo vira refrão

Há muito tempo grandes eventos esportivos têm sido fonte de inspiração para compositores. Nesse sentido, a Copa do Mundo não poderia passar em branco. Criadas geralmente para animar a torcida, as canções marcam as competições e podem ser relembradas por muitos anos, eventualmente com alguma alteração na letra. Veja:
 
  • 1x0 (Pixinguinha e Benedito Lacerda)
Instrumental, teve inspiração na sofrida vitória do Brasil sobre o Uruguai (1x0 na prorrogação) na final do Campeonato Sul-Americano de 1919. Mais de 70 anos depois, em 1993, a canção ganhou letra de Nelson Ângelo, que fala de futebol, mas não faz referência ao jogo que a inspirou.
 

Copas do Mundo


Copa 1938

  • Paris (Alberto Ribeiro / Alcyr Pires Vermelho)
Nas duas Copas (1938 e 1998) em que a França sediou o evento foi ouvida a canção, primeiro na voz de Carmen Miranda e depois na de Elba Ramalho.   


Copa 1950

  • Touradas em Madri (Braguinha / Alberto Ribeiro)
Marchinha originalmente composta para o Carnaval de 1938 e interpretada por Carmen Miranda e Almirante, foi entoada pelos 200 mil torcedores presentes no estádio do Maracanã durante a partida Brasil 6x1 Espanha.


Copa 1958

  • A taça do mundo é nossa (Wagner Maugeri / Maugeri Sobrinho / Vitor Dagô / Lauro Müller)
Canção composta após a primeira vitória brasileira, na voz do grupo de cegos Titulares do Ritmo, e faz sucesso até hoje.


Copa 1970

  • Prá frente, Brasil (Miguel Gustavo)
Embalou a torcida pelo tricampeonato, no México. Hoje é considerada um símbolo da Ditadura Militar.
  • Sou tricampeão (Marcos Valle / Paulo Sérgio Valle)
Homenagem à vitória brasileira, foi composta após o título, mas caiu no esquecimento.


Copa de 1982

  • Voa, canarinho (nome original Povo feliz, composta por Nonô / Memeco)
Interessante caso em que um jogador, o lateral Júnior, gravou disco com a canção, que teve sua venda aumentada pela “sambadinha” que o jogador deu na comemoração do gol que marcou no jogo contra a Argentina.
  • Meu canarinho (Luiz Ayrão / S. Conceição)
Apesar da derrota da Seleção Brasileira para a Itália, na Espanha, a canção foi um sucesso.


Copa de 1986

  • Mexe coração (Michael Sullivan / Paulo Massadas)
Música interpretada pela desconhecida Turma da Seleção, fez sucesso na televisão   
  • 70 Neles (Antônio Edgard Gianullo / Vicente de Paula Salvia)
Composta por encomenda da Rede Globo, na voz de Gal Costa, não emplacou após a seleção brasileira ser desclassificada pela derrota para a França nos pênaltis, nas quartas de final.


Copa 1994

  • Coração verde-amarelo (Aldir Blanc e Tavito)
Desde esse ano, a canção tem sido intensamente utilizada pela Rede Globo, não só por ocasião das Copas, mas também nas chamadas e anúncios de transmissões de jogos, tornando-se uma espécie de jingle do futebol na emissora.


Copa 1998

  • Apita logo, seu juiz (Alexandre Pires / Lourenço)
Ano sem grandes composições, teve essa versão gravada pelo grupo Só Pra Contrariar, que não chegou a embalar a competição.   


Copa 2002 
 
  • Deixa a vida me levar (Zeca Pagodinho)
Para a copa dessa ano não ouve uma composição significativa a respeito do futebol, mas essa foi a música que embalou os torcedores durante a competição.


Copa 2006

  • Balé de Berlim (Gilberto Gil)
Mantendo a tradição de composições para a Copa que não caem no gosto popular, o compositor e então Ministro da Cultura criou essa canção sob encomenda para propaganda da Aracruz, que explorava grandes atletas brasileiros.


*As informações desta matéria foram baseadas na tese de doutorado "Futebol como patrimônio cultural do Brasil: estudo exploratório sobre possibilidades de incentivo ao turismo e ao lazer”, do pesquisador Sérgio Miranda Paz, apresentada à Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo para obtenção do título de Doutor em Ciências da Comunicação.



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